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O Irã está aumentando seu arsenal em meio às crescentes tensões e ameaças de conflito com os EUA.
Nesta quinta-feira (29), diferentes setores do Exército receberam lotes com mais de mil drones, segundo noticiou a agência semioficial iraniana Tasnim.
Os novos investimentos militares foram anunciados logo depois do presidente americano, Donald Trump, anunciar que a frota de navios que enviou ao Irã está preparada para "cumprir sua missão com rapidez e violência", da mesma forma que ocorreu na Venezuela.
Trump acrescentou no novo alerta que o tempo do Irã "está se esgotando" e espera que o país se sente "em breve" à mesa de negociações para chegar a um acordo "justo e equitativo" para todas as partes e no qual não existam "armas nucleares".
O comandante-chefe do Exército de Teerã, Amir Hatami, argumentou à Tasnim que "em consonância com as ameaças iminentes [dos EUA], o exército mantém e aprimora suas vantagens estratégicas para um combate rápido e uma resposta contundente contra qualquer agressor".
O Irã possui uma poderosa indústria de fabricação de drones e mísseis. Em 2024, o país apresentou um novo drone com alcance de 2.000 quilômetros, capacidade de voo de 24 horas e capacidade de transportar “todos os tipos de munição e bombas”.
A reação do regime islâmico ocorre em meio à mobilização do porta-aviões americano Abraham Lincoln e seu grupo de escolta de três destroyers para a área próxima às águas iranianas.
Trump ordenou o envio da frota em meio aos protestos que abalaram o país a partir do final de dezembro e foram violentamente reprimidos pelas autoridades.
Nesta quarta-feira, o regime do Irã sinalizou que considera mais provável um confronto bélico do que uma negociação com os EUA.




