O chefe do narcotráfico Ignacio "Nacho" Coronel, sócio-chave do líder do cartel de Sinaloa, Joaquín "El Chapo" Guzmán, morreu na quinta-feira em um enfrentamento com militares no México, no mais duro golpe ao narcotráfico neste ano.
Coronel era considerado o terceiro da linha de comando dentro do cartel e tinha mandado de prisão nos Estados Unidos, que oferecia 5 milhões de dólares por informações que conduzissem à sua detenção. Por sua parte, o México ofereceria até 2,3 milhões de dólares de recompensa.
O líder narcotraficante morreu ao enfrentar militares durante uma operação para capturá-lo no luxuoso bairro de Zapopan, nos subúrbios da cidade de Guadalajara, no oeste do país, de onde supostamente operava.
Ao verem-se cercados, Coronel e seus acompanhantes reagiram disparando contra os soldados, e esses responderam, disse o sub-chefe de operações do Estado-Maior da Defesa Nacional, Edgar Villegas, em coletiva de imprensa.
"Nacho Coronel tentou escapar da operação agredindo a equipe militar com arma de fogo, causando a morte de um militar e ferindo mais um, e então ao repelir a agressão (dos militares) faleceu o referido líder", disse Villegas.
Coronel, de 56 anos, foi considerado há pouco tempo um líder em ascensão pela revista política Proceso, que disse que ele estava em condições de formar seu próprio cartel dado que era responsável por grande parte do tráfico de metanfetaminas do cartel de Sinaloa aos Estados Unidos.
O líder também era indicado como responsável por introduzir toneladas de cocaína ao país vizinho. Sua morte ocorreu quando o presidente, Felipe Calderón, se encontrava em Guadalajara para assistir à inauguração do novo estádio do time de futebol Chivas.
Calderón lidera uma guerra frontal contra os cartéis, que deixou quase 25 mil mortos desde que assumiu o poder, em dezembro de 2006.



