Ao menos dois carros-bomba explodiram neste sábado (10) perto de quartéis das forças do governo da Síria na cidade de Deraa, no sul do país, onde segundo a oposição e a imprensa oficial mataram dezenas de militares.
O ativista Omar al Hariri, morador de Deraa, disse à Agência Efe via internet que os mortos e feridos são contados em dezenas devido à concentração de militares do regime, enquanto a agência de notícias estatal "Sana" só informou que os atentados deixaram muitas vítimas.
Do mesmo modo, o opositor Observatório Sírio de Direitos Humanos informou em comunicado que dezenas de membros das forças do regime morreram ou ficaram feridos nas explosões.
Segundo Hariri, um primeiro carro-bomba foi detonado no estádio Panorama, que se transformou no maior reduto das tropas do regime em Deraa.
O segundo explodiu pouco depois, perto da sede da Segurança Militar e do Clube de Oficiais, explicou o ativista, que explicou que estas áreas são usadas pelo regime para bombardear outros pontos de Deraa.
A versão do Observatório aponta que os dois veículos explodiram no pátio traseiro do Clube de Oficiais de forma consecutiva.
Por enquanto, a agência de notícias "Sana" só disse que "terroristas" detonaram dois carros-bomba, o que deixou vítimas e grandes prejuízos materiais.
Após os atentados, houve duros confrontos entre os rebeldes e as tropas governamentais, e ambulâncias tentavam socorrer as vítimas, de acordo aos opositores.
Nos últimos meses, aconteceram inúmeros atentados com carros-bomba pelos quais o regime responsabiliza "grupos terroristas".



