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A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, fala durante a abertura oficial da primeira edição do festival internacional ‘New European Bauhaus’, no museu MAXXI, em Roma, Itália, 09 de junho de 2022.
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, fala durante a abertura oficial da primeira edição do festival internacional ‘New European Bauhaus’, no museu MAXXI, em Roma, Itália, 09 de junho de 2022.| Foto: EFE/EPA/FABIO FRUSTACI

Na próxima quinta-feira (23), os países que compõem a União Europeia se reúnem para avaliar a candidatura da Ucrânia para ingresso no grupo. Em entrevista coletiva, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, defendeu as características do país enquanto candidato, mas ressaltou que "falta ainda muito trabalho" para que a adesão à UE aconteça.

Questionada sobre a corrupção presente no país comandado por Volodymyr Zelensky, Ursula destacou que a Ucrânia precisa avançar nesse aspecto, mas que "é o único país a adotar uma lei contra as oligarquias". Também reforçou que o país "percorreu uma trajetória positiva na luta contra a corrupção".

Citando o primeiro ministro português, Ursula também ressaltou a importância de focar na ajuda ao país diante da guerra, antes de se comprometer com a adesão à União Europeia. "Deve haver um suporte militar contínuo, assim como um socorro financeiro imediato para manter o país funcionando, além de uma ajuda para permitir a saída de produtos agrícolas da Ucrânia".

Os jornalistas também perguntaram à presidente da Comissão Europeia sobre a possibilidade da adesão da Ucrânia e da Moldova gerar frustrações aos Países Bálticos, que já receberam a concessão do título de candidatos, mas ainda não foram incluídos. Ursula respondeu que "cabe aos países provarem que estão aptos" e que espera que "os status de candidatos da Ucrânia e da Moldova sirvam como incentivo aos Países Bálticos".

Busca histórica pelo título de candidata

Entrar na União Europeia pode ser a garantia ucraniana de pertencimento ao Ocidente. Na crise de 2013, o então presidente pró-Rússia, Victor Ianoukovitch, deposto em 2014, recusou o acordo de associação à UE. As negociações só foram retomadas com a reinstalação de um governo pró-Europa.

É evidente também, para os ucranianos, que fazer parte do grupo permite uma ascensão econômica. A Ucrânia, que em 1990 saiu da experiência comunista junto com a Polônia, viu o país vizinho, membro da UE, enriquecer e chegar a um PIB de mais de 15 mil dólares por habitante. A Ucrânia, hoje, tem um PIB per capita mais de quatro menor, de 3,7 mil dólares.

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