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O médico Anthony Fauci, que coordenou a resposta do governo dos Estados Unidos à Covid-19, se recusou nesta quarta-feira (29) a responder a perguntas de senadores em uma audiência sobre as origens da pandemia e suas ações durante esse período.
Segundo informações da emissora CNN, Fauci invocou seu direito à Quinta Emenda da Constituição americana, que protege contra a autoincriminação.
Diante do Comitê de Segurança Interna e Assuntos Governamentais do Senado, em uma audiência para a qual foi intimado pelo senador Rand Paul, Fauci citou o que caracterizou como uma “óbvia obsessão” do parlamentar republicano por incriminá-lo como motivo para se recusar a falar.
“O único motivo pelo qual ele está me convocando perante esta comissão é para me fazer dizer algo, qualquer coisa, que possa justificar suas repetidas promessas públicas de que eu acabe, em suas palavras, ‘atrás das grades’”, afirmou Fauci em uma declaração inicial.
Diretor do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas entre 1984 e 2022, o médico é acusado pelos republicanos de ter escondido informações sobre a origem da Covid-19 e ter errado na condução da resposta à pandemia.
No final da sua gestão, o presidente democrata Joe Biden (2021-2025) concedeu um perdão presidencial preventivo a Fauci contra eventuais acusações federais por comentários relativos à pandemia.
Em post na Truth Social publicado no horário em que Fauci compareceu ao Senado, o presidente americano, Donald Trump, afirmou que “disse desde o início que o vírus veio do laboratório de Wuhan, na China”.
“Fauci discordou veementemente, sempre tentando proteger a China. Eu ‘herdei’ Fauci, que estava lá desde a década de 1980, mas, a cada dia que passava, confiava cada vez menos nele”, escreveu o mandatário republicano.
“Ele tomou muitas decisões ruins, como sobre as MÁSCARAS. Lembrem-se de que, no início, ele era contra o uso de máscaras. Ele então passou a recomendar máscaras em excesso. De qualquer forma, não o deixei paralisar o país, embora ele quisesse. Segui a linha federalista e deixei que os governadores decidissem”, afirmou Trump, que disse que retirou o médico “de cena, e então surgiu o ‘Sonolento’ Joe Biden, que fez de Fauci um ‘Rei!’”.







