• Carregando...
A diretora do Fundo Monetário Internacional, Christine Lagarde, olha para a conversa de Ivanka Trump com o presidente do Banco Mundial, Jim Yong Kim | PATRIK STOLLARZ/AFP
A diretora do Fundo Monetário Internacional, Christine Lagarde, olha para a conversa de Ivanka Trump com o presidente do Banco Mundial, Jim Yong Kim| Foto: PATRIK STOLLARZ/AFP

A filha do presidente Donald Trump conseguiu se colocar, novamente, no centro de uma polêmica. Ivanka Trump, que também é assessora do pai na Casa Branca, sentou-se no lugar do presidente dos EUA durante a reunião de chefes de Estado e de governo do G20, em Hamburgo, neste sábado (8).

Ivanka se sentou na cadeira do pai, ao lado do presidente chinês, Xi Jinping, e da primeira-ministra britânica, Theresa May, após Trump deixar a sessão de trabalho, cujo tema era parcerias sobre migração e saúde na África.

O movimento causou estranhamento porque, neste tipo de situação, quem assume o lugar do presidente é geralmente um secretário (cargo ministerial) ou um alto funcionário do governo.

Fotos de Ivanka sentada no lugar reservado para os chefes de Estado, feitas por pessoas presentes na reunião -que era fechada à imprensa- circularam nas redes sociais e geraram críticas.

Segundo a Casa Branca, Ivanka substituiu o pai porque a área -desenvolvimento na África- é de seu interesse, já que pode ter relação com sua agenda de promoção do empreendedorismo entre as mulheres.

À rede americana CBS a embaixadora dos EUA na ONU, Nikki Haley, disse que Ivanka poderia estar ali. "Ela tem certos temas sobre os quais se concentra. E, quando essas coisas surgem, então é onde ela está", disse Haley.

Ivanka Trump e Jim Yong Kim à frente, na segunda fila, da esquerda para a direita, Theresa May (primeira-ministra do Reino Unido), Malcolm Turnbull (primeiro-ministro da Austrália), Shinzo Abe (primeiro-ministro do Japão), Donald Trump, Angela Merkel (chanceler da Alemanha), Justin Trudeau (primeiro-ministro do Canadá), Erna Solberg (primeiro-ministra da Noruega), Moon Jae-in (presidente da Coreia do Sul), Mark Rutte (primeiro-ministro da Holanda) e Antonio Guterres (Secretário-Geral da ONU) PATRIK STOLLARZ/AFP

Ivanka já estava no noticiário após o Banco Mundial anunciar, neste sábado, o lançamento de um programa público-privado de crédito destinando mais de US$ 1 bilhão a empresárias de países em desenvolvimento -um projeto iniciado por ela. Trump afirmou logo depois que os EUA contribuirão com US$ 50 milhões para o fundo.

Mas essa não foi a única vez que a Ivanka participou de reuniões de alto nível na cúpula do G20. Na noite de quinta (6), ela e o marido, Jared Kushner, outro assessor do Trump, juntaram-se ao presidente em uma reunião bilateral com a chanceler alemã, Angela Merkel. Kushner também participou na reunião bilateral de Trump com o presidente mexicano, Enrique Peña Nieto, na sexta.

O papel de Ivanka no governo Trump sempre foi alvo de questionamentos. No início da gestão do pai, ela passou o controle de sua marca de roupas e acessórios para sua principal diretora, Abigail Klem, mas continuou tendo poder sobre a empresa. Mas, quando ela ainda estava à frente do seu negócio, participou de reuniões de alto nível, quando seu pai já estava eleito -como com o premiê do Japão, Shinzo Abe, em novembro.

Só no fim de março é que seu papel na Casa Branca foi finalmente definido. Ela, que já havia ganho uma sala na Casa Branca junto à equipe de conselheiros políticos do pai e acesso a informações confidenciais, tornou-se então, oficialmente, uma funcionária do governo -sem receber salário.

0 COMENTÁRIO(S)
Deixe sua opinião
Use este espaço apenas para a comunicação de erros

Máximo de 700 caracteres [0]