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O presidente da França, Emmanuel Macron, anunciou nesta quinta-feira (22) que as autoridades do país europeu vão restringir as manifestações nos próximos dias para restabelecer a ordem após os tumultos durante protestos no último fim de semana.
Segundo informações da agência EFE, em declaração após reunião com autoridades de segurança interna, Macron afirmou que convocou um Conselho de Defesa para sexta-feira (23), a fim de adotar medidas adicionais de segurança, e que os prefeitos regionais poderão proibir as aglomerações que não forem convocadas por organizações sindicais quando houver risco de perturbação da ordem pública.
As passeatas sindicais autorizadas poderão ocorrer, mas por itinerários alternativos para proteger os comércios e os edifícios públicos.
“A recomendação geral é de que não haja manifestações nos próximos dias”, declarou Macron. “Quando se tratar de organizações sindicais que queiram continuar se manifestando, os prefeitos regionais proporão itinerários alternativos. Quando não forem organizações sindicais, proibiremos as aglomerações sempre que possível, para garantir a calma e proteger os comércios e os edifícios públicos”, detalhou.
Protestos contra o aumento do custo de vida e pedindo mais investimentos na educação tiveram início na França em setembro e descambaram para a violência, com saques, invasões, depredações e incêndios de prédios públicos e privados, confrontos com a polícia e cerca de 2,4 mil pessoas presas no fim de semana.
Nesta quinta-feira, Macron atribuiu novamente parte dos incidentes a grupos organizados de extrema-esquerda.
“No último sábado, ocorreram atos políticos e até sediciosos, realizados por grupos organizados de extrema-esquerda que pretendem derrubar a República. Sejamos claros: é isso que esses grupos assumem. Eles atuaram com extrema periculosidade, uma violência muito elevada e planejamento”, afirmou o presidente francês.
Em declarações à emissora BFM TV, o ministro delegado do Interior, Jean-Didier Berger, anunciou um aumento de 20% nos efetivos das forças de segurança para o próximo sábado (24) e detalhou que essa ação incluirá reforços militares da força Sentinelle, unidades de elite da polícia e da gendarmeria, helicópteros e veículos blindados.
Na quarta-feira (21), durante visita ao Catar, Macron disse que comentários de líderes estrangeiros sobre os protestos violentos no país registrados nas últimas semanas, incluindo do seu homólogo americano, Donald Trump, foram “estúpidos”.
Comentando os tumultos, Trump havia escrito na rede Truth Social que “os imigrantes tomaram conta da França” e que as autoridades francesas “precisam fechar as fronteiras, e rápido”.







