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Polarização política

França prende 11, incluindo assessor parlamentar, por morte de ativista de direita

Dezenas de pessoas seguram uma faixa com os dizeres "Assassinos da Antifa, justiça para Quentin" durante uma homenagem ao estudante Quentin Deranque, de 23 anos, morto em Lyon por ativistas encapuzados (Foto: EFE/MOHAMMED BADRA)

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Duas pessoas foram presas nesta quarta-feira (18) em conexão com o assassinato de um ativista de direita em Lyon, no leste da França. Com as novas detenções, o número total de prisões subiu para onze, incluindo as seis diretamente envolvidas no crime que chocou o país nos últimos dias.

Entre os investigados está o assessor de um parlamentar do partido de esquerda A França Insubmissa (LFI), que teria envolvimento no linchamento do estudante de matemática Quentin Deranque, de 23 anos, morto por traumatismo craniano no último sábado.

De acordo com o procurador de Lyon, Thierry Dran, a vítima foi "jogada ao chão e espancada por pelo menos seis pessoas encapuzadas" do lado de fora de um evento universitário que contava com a presença da eurodeputada Rima Hassan, membro do LFI. O estudante e ativista de direita protestava à margem da conferência.

O jornal francês Le Parisien informou que um dos detidos nesta quarta-feira era um conhecido integrante do grupo radical La Jeunesse Guarde (A Jovem Guarda), dissolvido pelo governo em julho passado devido às suas posições extremistas e violentas. Eles se apresentam como um grupo juvenil "antifascista".

O partido de esquerda LFI, liderado por Jean-Luc Mélenchon, é acusado de abrigar La Jeune Guardie (A Jovem Guarda), apesar da proibição do governo. Um dos fundadores do grupo, Raphaël Arnault, é membro do LFI na Assembleia Nacional, e um de seus assessores parlamentares, Jacques-Elie Favrot, está entre os presos pelo espancamento.

De acordo com relatos na imprensa local, Quentin Deranque e outros dois jovens que protestavam contra a conferência universitária em Lyon foram cercados por um grupo de indivíduos mascarados a cerca de dois quilômetros da Faculdade de Ciências Políticas. Após um confronto inicial entre grupos de esquerda e direita, os três ativistas foram perseguidos e encurralados.

Dois deles conseguiram escapar, mas Quentin, que foi atingido diversas vezes na cabeça com chutes, ficou imóvel no chão ao lado de um poste de luz até que um amigo o socorreu. Levado ao hospital em estado crítico, ele morreu dois dias depois em decorrência de um traumatismo cranioencefálico, segundo a autópsia.

O crime chocou o país na semana passada e segue impactando a vida política francesa. O presidente Emmanuel Macron se manifestou sobre o episódio descrevendo-o como uma "violência sem precedentes".

Em uma publicação no X, ele disse que "na República, nenhuma causa, nenhuma ideologia justificará jamais a morte".

Um dia depois da morte do ativista, o ministro da Justiça, Gerard Darmanin, acusou políticos da LFI de instigarem atos violentos em seus discursos.

O líder do LFI, o político Jean-Luc Mélenchon, negou qualquer responsabilidade no caso. Nas redes sociais, ele pediu aos apoiadores que não alimentem "a incitação à justiça com as próprias mãos".

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