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Um funcionário do Escritório Nacional de Processos Eleitorais do Peru (Onpe, na sigla em espanhol) foi preso nesta segunda-feira (13), após falhas no primeiro turno da eleição presidencial que fizeram a votação, realizada no domingo (12), ser prorrogada até o dia seguinte.
Segundo informações do jornal El Comércio, o funcionário detido é José Samamé Blas, gerente de gestão eleitoral, que está sendo investigado por suspeita de omissão, recusa ou atraso no cumprimento do dever funcional.
Seções eleitorais e urnas não foram instaladas durante o pleito de domingo em 15 locais de votação na capital, Lima, e outras duas no exterior, o que deixou mais de 63 mil eleitores sem votar no domingo. Essa situação fez o Onpe prorrogar a votação até segunda-feira para que esses cidadãos pudessem depositar seus votos.
Samamé assumiu a responsabilidade pelos atrasos na entrega do material eleitoral e havia apresentado sua renúncia ao diretor do Onpe, Piero Corvetto, antes de ser preso.
Também nesta segunda-feira, o procurador do Conselho Nacional Eleitoral (JNE), Ronald Angulo, apresentou queixa-crime contra Corvetto pelas falhas logísticas registradas no domingo.
Também foram denunciados Juan Alvarado Pfuyo, representante legal da empresa terceirizada Galaga S.A.C., envolvida no processo eleitoral, e três funcionários do Onpe, entre eles, Samamé.
Pouco mais de 70% dos votos já foram apurados e dois candidatos de direita, Keiko Fujimori (16,9%) e Rafael López Aliaga (13%), estão à frente na disputa para decidir quem vai para o segundo turno, marcado para 7 de junho.
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