
Libreville - Os eleitores do Gabão fizeram longas filas, ontem, para eleger o sucessor do veterano líder Omar Bongo Ondimba, falecido em junho deste ano, aos 73 anos, após governar o país por 41 anos. Dentre os 18 candidatos, o filho do ex-presidente, o ex-ministro da defesa Ali Bongo Ondimba, é apontado como o favorito.
Centenas de pessoas fizeram filas em escolas transformadas em seções eleitorais. Em alguns pontos, houve atrasos no início da votação, pela falta de materiais e de alguns mesários.
Um dos principais rivais de Ali Bongo, Casimir Oye Mba, retirou-se da disputa, sem defender nenhum outro candidato. Não foi informada a justificativa para a desistência.
Candidatos da oposição afirmam querer encerrar o que chamam de arraigada corrupção, além de melhorar a distribuição dos recursos.
O Gabão é o quarto maior produtor de petróleo da África subsaariana, e o terceiro maior produtor mundial de manganês. Além disso, é o segundo maior exportador de madeira da África. Porém, estima-se que 60% de seus 1,5 milhão de habitantes do país viva abaixo da linha da pobreza.
Ainda que vários candidatos lamentem a falta de desenvolvimento desta nação do oeste africano, vários deles trabalharam no governo durante anos. Com a retirada de Oye Mba, os principais concorrentes de Ali Bongo são o ex-ministro de Interior Andre Mba Obame e o líder oposicionista radical Pierre Mamboundou.
Os candidatos prometeram uma distribuição mais justa dos recursos naturais do país e apontaram a possibilidade de fraude nas eleições. A polícia no distrito de Nkembo agrediu eleitores, descontentes com o que parecia ser um cidadão ganês tentando votar. Em outros pontos, o cenário era de calma. Mais de 300 observadores participaram do evento, incluindo enviados da União Africana, da Organização da Conferência Islâmica e de um grupo global de países francófonos o Gabão é uma ex-colônia francesa.



