É claro que nenhum gene isolado é capaz de explicar a violência entre os seres humanos, mas uma variante de DNA já associada a comportamentos agressivos parece influenciar, em parte, as chances de garotos entrarem em gangues e se tornarem os membros mais violentos e mais acostumados ao uso de armas nelas.
De acordo com o site LiveScience.com, pesquisadores da Universidade do Estado da Flórida (EUA) observaram a tendência ao estudar o DNA de 2.500 adolescentes americanos. Nos jovens que se tornaram membros de gangues, eles encontraram uma presença significativamente maior da variante de baixa atividade do gene MAOA. Trata-se de um gene que tem papel na modulação de neurotransmissores (mensageiros químicos do cérebro), como a dopamina e a serotonina.
Outros estudos já tinham apontado a associação entre a versão de baixa atividade do MAOA e comportamentos violentos e antissociais. E causaram polêmica quando o gene foi ligado às características guerreiras dos maoris, etnia nativa da Nova Zelândia famosa por sua resistência contra os invasores europeus (daí o apelido de "gene guerreiro").
A pesquisa será publicada na revista científica "Comprehensive Psychiatry".



