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Protesto contra os EUA e contra Israel, em Magam, na Caxemira, após a morte do general Qasem Soleimani
Protesto contra os EUA e contra Israel, em Magam, na Caxemira, após a morte do general Qasem Soleimani| Foto: Tauseef MUSTAFA / AFP

O presidente dos EUA, Donald Trump, autorizou o bombardeio no Iraque que terminou com a morte do comandante das Forças Quds - unidade especial da Guarda Revolucionária do Irã -, o general Qasem Soleimani, na madrugada desta sexta-feira (3) no horário local, informou o Pentágono. O Irã já prometeu "vingança severa" aos Estados Unidos. Com isso, a Embaixada dos EUA aconselhou que os cidadãos americanos deixem o país imediatamente.

Além de Soleimani, foi morto também o iraquiano Abu Mahdi al-Muhandis, alto comandante de uma milícia apoiada pelo Irã conhecida como Forças de Mobilização Popular do Iraque. Eles estavam em um comboio que seguia na estrada que leva para o Aeroporto Internacional de Bagdá quando foram atingidos pelo bombardeio.

Em comunicado, o Departamento de Defesa dos EUA disse que Soleimani planejava atacar diplomatas e funcionários americanos "no Iraque e por toda a região".

"Esse bombardeio teve o objetivo de impedir futuros planos de ataques iranianos. Os EUA vão continuar a tomar todas as ações necessárias para proteger nosso povo e nossos interesses em qualquer parte do mundo", afirma o comunicado.

O bombardeio ocorreu em meio a tensões com os EUA depois que manifestantes invadiram a embaixada americana em Bagdá nesta semana. Um cerco de dois dias à embaixada, encerrado na quarta-feira, levou Trump a ordenar o envio de 750 soldados para o Oriente Médio.

Retaliação

O líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, alertou que uma "retaliação severa está aguardando" Washington após o ataque aéreo que resultou na morte do general, chamando Soleimani de "face internacional da resistência". Khamenei declarou três dias de luto.

A televisão estatal iraniana chamou a ordem de Trump de matar Soleimani de "o maior erro de cálculo dos EUA" desde a Segunda Guerra. "O povo da região não permitirá mais que os americanos fiquem", afirmou.

A morte de Soleimani marca uma forte escalada no impasse entre Washington e Teerã, que passou por diversas crises desde que o presidente americano, Donald Trump, se retirou do acordo nuclear de 2015 e impôs sanções ao país persa.

O assassinato e uma eventual retaliação do Irã podem acender um conflito que envolve toda a região, colocando em risco as tropas americanas no Iraque, na Síria e em demais territórios.

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