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Crise árabe

Governo da Síria afirma que gangues mataram policiais

Manifestantes sírios carregam dois companheiros feridos pelas forças israelenses quando tentaram atravessar o arame farpado para entrar na região das Colinas de Golã | Jack Guez/AFP
Manifestantes sírios carregam dois companheiros feridos pelas forças israelenses quando tentaram atravessar o arame farpado para entrar na região das Colinas de Golã (Foto: Jack Guez/AFP)

Jerusalém - O governo da Síria afirmou on­­tem que 120 membros das forças de segurança foram mortos por "gangues armadas" no noroeste do país. A informação foi questionada por opositores.

Segundo a tevê estatal, homens armados com granadas e fuzis atacaram policiais e soldados em Jisr al Shugur, cidade a 20 km da fronteira com a Turquia, e incendiaram prédios públicos.

Se confirmado, trata-se do maior ataque armado ao regime desde o início da revolta contra o ditador Bashar Assad e um sinal de que o conflito pode estar caminhando para a guerra civil.

Grupos de direitos humanos estimam que mais de 1,2 mil pes­­soas já tenham sido mortas em três meses de repressão do go­­verno.

Os confrontos de ontem em Jisr al Shugur foram precedidos de um dos mais sangrentos fins de semana até agora, com cerca de 80 mortos em todo o país. Somente em Jisr al Shugur, 35 pessoas morreram desde sábado.

A imprensa estatal emitiu vá­­rios boletins ontem sobre a su­­posta violência contra as forças de segurança, elevando rapidamente o número de mortos de 20 para 80, até chegar ao total de 120. O governo prometeu retaliar.

"O Estado agirá com firmeza, com força e de acordo com a lei", disse o ministro do Interior, Mo­­hammad Ibrahim al Shaar, em comunicado lido na tevê estatal.

As severas restrições do regime ao trabalho de jornalistas estrangeiros no país têm dificultado a confirmação dos relatos, tanto do governo como dos opositores.

Falando de Jisr al Shugur com a TV Al Jazeera, um oposicionista desmentiu a informação oficial e descreveu como "calma" a situação.

Outros dois ativistas ouvidos, que também pediram para não serem identificados, afirmaram que a violência foi resultado de um "motim".

Dezenas de sírios cruzaram a fronteira com a Turquia nos últimos dias para fugir da repressão do regime. Um acampamento foi montado pelo governo turco para abrigar os refugiados.

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