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Indonésia

Governo escondeu alerta. Mortos chegam a 350

Java – O Ministro de Ciência e Tecnologia da Indonésia, Kusmayanto Kadiman, afirmou ontem que o governo recebeu dois alertas do tsunami ocorrido na segunda-feira, mas que preferiu não divulgá-los às comunidades ameaçadas.

Kadiman disse que os boletins do Centro de Atenção de Tsunamis no Pacífico e que a Agência Meteorológica do Japão alertavam de que um terremoto na região poderiam detonar um tsunami. Os alertas foram enviados 45 minutos antes do início do fenômeno. Em entrevista coletiva, ele se limitou a dizer: "e se o tsunami não tivesse ocorrido, o que teria acontecido?’’.

O tsunami matou pelo menos 350 pessoas e outras 229 ainda estão desaparecidas. Cerca de 54 mil pessoas tiveram de deixar suas casas.

De qualquer forma, o governo não possui um sistema de envio de mensagens de texto por celulares, nem com uma rede de alto-falantes na praia, fundamentais para uma retirada emergencial.

Respondendo às críticas pela falta de alerta, o vice-presidente indonésio, Jusuf Kalla, disse que não houve necessidade porque muitas pessoas fugiram para o interior da ilha ao sentir o tremor. "Tivemos uma espécie de alarme imediato natural’’.

Diversos turistas disseram que, ao contrário, quem estava na praia não sentiu os tremores, e não perceberam o retrocesso do mar (um dos sinais prévios típicos) porque as ondas já estavam bem baixas e o efeito não foi muito pronunciado.

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