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Comemoração

Governo Trump defende argentinos após faixa sobre as Malvinas em jogo da Copa

Argentina Copa
Jogadores da Argentina seguram uma faixa com os dizeres "As Ilhas Malvinas são argentinas" enquanto comemoram a vitória na semifinal da Copa do Mundo da FIFA 2026 entre Inglaterra e Argentina, em Atlanta, EUA (Foto: EFE/EPA/WILL OLIVER)

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A Casa Branca saiu em defesa dos jogadores da Argentina que exibiram uma faixa com a frase "As Malvinas são argentinas" após a vitória sobre a Inglaterra na semifinal da Copa do Mundo no último dia 15. A manifestação levou a Fifa a abrir uma investigação por possível violação das regras que proíbem atos de natureza política durante as partidas.

Nesta sexta-feira (17), o diretor da força-tarefa do governo Donald Trump para a Copa do Mundo, Andrew Giuliani, afirmou que os atletas tinham o direito de se manifestar enquanto estivessem nos Estados Unidos. Segundo ele, a liberdade de expressão garantida pela Primeira Emenda da Constituição americana protege esse tipo de manifestação.

"Nós acreditamos nos direitos garantidos pela Primeira Emenda aqui nos Estados Unidos da América. Quanto à capacidade e à oportunidade de fazer esse tipo de manifestação, eles têm esse direito nos Estados Unidos da América", afirmou durante entrevista coletiva.

A manifestação ocorreu logo após a classificação da Argentina para a final do Mundial. Os jogadores Giovani Lo Celso e Lisandro Martínez ergueram uma faixa com a inscrição "As Malvinas são argentinas", em referência ao arquipélago conhecido pelos britânicos como Ilhas Falkland.

Segundo a imprensa argentina, o material foi confeccionado por torcedores com um lençol de hotel, levado ao Mercedes-Benz Stadium, em Atlanta, e lançado ao gramado durante a comemoração. Os atletas recolheram a faixa e a exibiram diante da torcida.

O episódio reacendeu a disputa histórica entre Argentina e Reino Unido pela soberania das ilhas. Em 1982, os dois países travaram uma guerra pelo arquipélago, que terminou com a vitória britânica. Desde então, Londres mantém o controle do território, enquanto Buenos Aires continua reivindicando sua soberania.

A Fifa informou que abriu um procedimento para apurar o caso. O regulamento da entidade proíbe manifestações de caráter político, religioso ou ideológico em competições organizadas pela federação.

Além de comentar a polêmica, Giuliani falou sobre a final da Copa do Mundo, marcada para este domingo (19), entre Argentina e Espanha, em Nova Jersey. O assessor do presidente Donald Trump classificou Lionel Messi como "um dos maiores jogadores de todos os tempos" e afirmou esperar uma decisão histórica.

"Acho que será uma final inacreditável. A Argentina conseguiu uma reação impressionante contra uma seleção inglesa muito forte. Muitos acreditavam que este seria o ano em que a Inglaterra voltaria a disputar uma final de Copa do Mundo depois de 60 anos. Agora, terão de esperar até 2030 ou mais tarde", disse.

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