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O Departamento de Energia dos EUA anunciou um subsídio milionário a empresas que desenvolvem projetos nacionais de lítio, cobalto e outros minerais, a fim de contribuir com o setor nacional e reduzir a dependência da China, hoje líder mundial no mercado.
A pasta recebeu centenas de inscrições de empresas interessadas em apresentar projetos na área de processamento e fabricação de materiais para baterias. Audrey Robertson, secretária-adjunta do departamento, disse que as ações selecionadas "foram as mais promissoras e apresentaram o maior retorno para os americanos nas áreas mais necessárias do ecossistema de baterias".
Um documento obtido pela agência Reuters mostrou que a Lilac Solutions receberá US$ 100 milhões para uma instalação de processamento de extração direta de lítio no Grande Lago Salgado, em Utah. A empresa prevê inaugurar a unidade até 2028 e produzir 5.000 toneladas métricas do metal por ano.
A Jervois, que controla um grande depósito de cobalto em Idaho, também receberá US$ 100 milhões para construir a única refinaria do país para esse metal, usado na fabricação de baterias, eletrônicos e uma variedade de armas.
O Departamento de Energia também destinará US$ 50 milhões para cada uma das seguintes empresas: Princeton NuEnergy, que reprocessa componentes de cátodos de baterias; Arcanum Ventures, que produz produtos químicos para eletrólitos de baterias; e Coreshell Technologies, que está desenvolvendo ânodos de baterias feitos com silício, em vez de grafite, o padrão da indústria por muitos anos.
Além de impulsionar a produção interna, o governo de Donald Trump anunciou outras ações desde o início do ano para reduzir a dependência da China no setor de mineração.
Em fevereiro, a Casa Branca lançou o chamado Projeto Vault, um plano estratégico para criar um estoque nacional de terras raras e outros minerais críticos com o objetivo de reduzir a dependência americana do gigante asiático e blindar a indústria dos EUA contra choques na cadeia de suprimentos.
Além da estocagem, a iniciativa inclui acordos de longo prazo, apoio financeiro e, em alguns casos, participação acionária do governo americano em empresas da cadeia de minerais críticos. Nesse contexto, o Brasil segue na lista de interesse dos americanos, visto que possui a segunda maior reserva global de terras raras, atrás apenas da China.




