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Guerra no leste europeu

Governo Trump retém mísseis que seriam enviados à Ucrânia, diz jornal

Putin e Trump se cumprimentam antes de reunião em Anchorage, no Alasca, em agosto de 2025 (Foto: GAVRIIL GRIGOROV/SPUTNIK/KREMLIN/EFE/EPA)

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O jornal americano The Washington Post informou nesta terça-feira (20) que o governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ainda não aprovou uma transferência de mísseis dos sistemas de defesa aérea Patriot à Ucrânia, em meio a uma escalada das tensões com o mandatário do país europeu, Volodymyr Zelensky.

Segundo uma autoridade americana e outras três fontes ouvidas pelo jornal, a decisão cabe ao secretário da Guerra dos EUA, Pete Hagseth, que não rejeitou oficialmente a transferência dos mísseis interceptadores para a Ucrânia, mas também não tomou as providências necessárias para autorizá-la.

Tais mísseis não seriam enviados pelos Estados Unidos, mas sim por outros países, o que exige uma aprovação específica por parte de Washington para repassar as armas, já que são de fabricação americana.

Segundo informações da imprensa internacional, Kiev suspeita que o governo Trump esteja atrasando deliberadamente a entrega de mísseis Patriot que já foram pagos.

Na semana passada, a emissora CNN informou que a Ucrânia esgotou seu estoque de mísseis interceptadores para os sistemas Patriot. Zelensky tem feito pedidos para que Washington conceda a licença para que os ucranianos fabriquem sistemas Patriot e/ou autorize o envio de mais mísseis, mas tais solicitações ainda não foram atendidas.

Nas últimas semanas, Trump entrou em atrito com Zelensky devido a decisões do republicano que o presidente da Ucrânia afirmou que beneficiam a Rússia na guerra contra Kiev.

Na sexta-feira passada (16), por meio de uma ordem executiva, Trump suspendeu a aplicação de uma lei que ele sancionou no mês passado e que previa a imposição de tarifas de até 100% sobre as importações americanas de países que compram combustíveis e outros produtos russos, transações que financiam a guerra contra a Ucrânia.

O presidente americano alegou questões de “interesses nacionais dos Estados Unidos”.

Zelensky criticou a medida, assim como uma decisão do republicano, anunciada no dia 9, de comprar diesel russo.

Além disso, Trump acusou Zelensky de “destruir” a Ucrânia e disse que um acordo de paz com a Rússia só será possível com a saída dele da presidência do país europeu.

Outros pontos de atrito foram a decisão de Kiev de voltar a bombardear refinarias russas, após um cessar-fogo energético anunciado por Trump que Moscou não respeitou, e a controvérsia sobre uma restrição de velocidade na Ucrânia do Starshield, o serviço de nível militar irmão da rede de satélites de internet Starlink, que, segundo a agência Reuters, foi determinada pela Casa Branca – Trump, porém, negou ter dado a ordem.

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