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Acordo

Grécia fica perto de coalizão para manter o país no euro

Partido Nova Democracia tem 129 cadeiras no Parlamento e precisa de 151; formação de governo deve ser anunciada hoje ou amanhã

Antonis Samaras, líder da Nova Democracia e vencedor da eleição, se reúne com o socialista Evangelos Venizelos, do Pasok, em busca de uma coalizão | Louisa Gouliamaki/Reuters
Antonis Samaras, líder da Nova Democracia e vencedor da eleição, se reúne com o socialista Evangelos Venizelos, do Pasok, em busca de uma coalizão (Foto: Louisa Gouliamaki/Reuters)

Antonis Samaras, de 61 anos,­­ líder do partido Nova De­­mo­­cracia, favorável ao pacote de austeridade e vencedor das eleições parlamentares do último domingo, começou ontem as negociações com os principais partidos da Grécia para a formação de um governo de coalizão – o que deve ser anunciado hoje ou amanhã.

Assim como na votação de maio, nenhuma legenda obteve votos suficientes para indicar de forma isolada o novo premiê do país. Mesmo com as 50 cadeiras adicionais concedidas pelo sistema grego ao partido mais votado, o Nova Democracia obteve 129 das 300 vagas do Parlamento. Para formar o governo sozinho, precisaria ter 151 representantes.

Samaras passou o dia em reuniões com os líderes dos principais partidos da Grécia.

As chances de anunciar a formação de um governo dependem da aceitação do socialista Pasok, terceiro na preferência dos eleitores, e do pequeno Esquerda Democrática, ambos favoráveis à permanência do país no euro.

O Pasok, liderado pelo­­ ex-ministro das Finanças Evan­­gelos Venizelos, já dá sinais de que aceitará fazer parte do novo governo. Juntos, os dois partidos controlariam 162 cadeiras, número pouco superior ao necessário para ter maioria parlamentar.

O Esquerda Democrática deseja cancelar a redução do salário mínimo, que foi de 700 euros para 480 euros, como uma das condições para apoiar o governo – que passaria a ter 179 representantes.

Oposição

O Syriza (Coalizão da Es­­quer­­da Radical), segundo mais­­ votado e contrário ao pa­­co­­te­­ de austeridade, já decla­­rou­­ que fará oposição durante­­ o próximo governo. "Você não pode ter algumas pessoas que es­­colhem a postura fácil de irem­­ para a oposição e ficarem­­ esperando que o governo caia – ou então tentando criar as­­ condições para que o gover­­no, isto é o país, fracasse", disse Evangelos Venizelos, do Pa­­sok, numa crí­­tica à postura de Alexis Tsi­­pras, do Syriza.

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