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Oriente Médio

Grupo armado ocupa a prefeitura de Belém

Belém, Cisjordânia (AFP/EFE) – Ativistas armados das Brigadas dos Mártires de Al-Aqsa, do movimento Fatah, ocuparam ontem a prefeitura de Belém, na Cisjordânia, segundo testemunhas e seguranças da Autoridade Palestina (AP), que retiraram os insurgentes mascarados do prédio. Mais de 40 militantes entraram na prefeitura e fecharam todas as portas depois de obrigar os funcionários a deixar os locais de trabalho. Alguns dos atiradores tomaram posição no telhado da prefeitura, que fica em frente à Basílica da Natividade, construída no local onde, segundo a tradição cristã, Jesus nasceu. As armas foram apontadas em direção à Praça da Manjedoura para protestar contra o desemprego e pedir a libertação de palestinos presos em Israel.

Diante da prefeitura, outros integrantes do movimento informaram ainda que seus companheiros reclamavam o pagamento de subvenções da Autoridade Palestina a cerca de 300 militantes do grupo armado na região de Belém. O grupo não disporia de nenhuma outra fonte de recursos. "Eles optaram por fazer isso nesta época, pois os olhos do mundo inteiro estão centrados em Belém às véspera do Natal", afirmou um deles.

Depois de algumas horas, os homens armados entrincheirados autorizaram o governador de Belém, Salah Al Taamari, e o chefe dos serviços de segurança preventivas, Majdi Al Attari, a entrar no local para negociar com eles. As Brigadas dos Mártires de Al Aqsa, compostas por grupos autônomos disseminados nos territórios palestinos, são um braço do Fatah, o movimento do presidente da Autoridade Palestina, Mahmud Abbas. Para controlá-las, a AP tenta há vários meses integrar os membros das Brigadas aos serviços de segurança. Os militantes das Brigadas e os homens armados que declararam ser membros do Fatah são considerados responsáveis pelo caos na segurança que reina nos territórios palestinos e ao qual Abbas tenta por fim desde que foi eleito chefe da AP.

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