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A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) realizará exercícios com munição real na próxima semana no Estreito de Ormuz, uma via navegável estratégica por onde passam 20% do petróleo e gás natural do mundo, informou a Press TV, vinculada ao regime islâmico, nesta quinta-feira (29).
O anúncio deste exercício militar no estreito, localizado ao sul do Irã e que liga o Golfo de Omã ao Golfo Pérsico, ocorre em meio a tensões crescentes entre Washington e Teerã, após o presidente dos EUA, Donald Trump, ter enviado uma frota naval para o Oriente Médio e ameaçado intervir militarmente no Irã caso o país não concorde em negociar.
O líder republicano ordenou o envio da frota após protestos que têm abalado o Irã desde o final de dezembro e que foram violentamente reprimidos pelo regime dos aiatolás. Teerã, por sua vez, acusa os EUA e Israel de instigarem as manifestações, que já resultaram em mais de 3.100 mortes.
Rússia pede desescalada no Oriente Médio, citando "graves consequências"
Nesta quinta-feira, A Rússia alertou que o uso da força contra o Irã só trará caos e desestabilização para toda a região, sem mencionar diretamente as ameaças dos EUA.
"Qualquer uso da força só poderia gerar caos na região e ter consequências muito perigosas em termos de desestabilização dos sistemas de segurança", disse o porta-voz do Kremlin russo, Dmitry Peskov, em sua coletiva de imprensa diária.
Um conselheiro político do líder supremo do Irã, Ali Khamenei, declarou na quarta-feira que Teerã atacará Tel Aviv, alvos dos EUA e de países apoiados por Washington se o país realizar uma intervenção militar contra o território iraniano.
A Guarda Revolucionária Iraniana entrou na mira da União Europeia: os ministros das Relações Exteriores dos 27 Estados-membros chegaram a um acordo político informal para incluí-la na lista de organizações terroristas da UE devido à repressão que exerce no país.
Após este acordo informal em Bruxelas, relatado pela chefe da diplomacia do bloco, Kaja Kallas, a UE deve aprovar formalmente a sua inclusão, uma decisão que requer unanimidade entre os seus membros.




