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Guerra comercial entre China e EUA atinge US$ 100 bilhões em produtos  

Em uma segunda fase da guerra comercial entre Estados Unidos e China, a Casa Branca aumentou para 25% as taxas de importação sobre outra leva de US$ 16 bilhões em produtos chineses. Pequim revidou na mesma escala

Carga de produtos químicos é desembarcada no porto chinês de Zhangjiagang | JOHANNES EISELE/AFP
Carga de produtos químicos é desembarcada no porto chinês de Zhangjiagang (Foto: JOHANNES EISELE/AFP)

Em uma segunda fase da guerra comercial entre Estados Unidos e China, a Casa Branca aumentou para 25% as taxas de importação sobre outra leva de US$ 16 bilhões em produtos chineses nesta quinta-feira (23). A medida acirra a disputa comercial entre os dois países, que começou em julho.

Mais de 250 itens serão afetados nesta segunda parcela, inclusive motocicletas, turbinas a vapor e vagões de trem.

A China retaliou, aumentando impostos de importação sobre US$ 16 bilhões em produtos americanos, que incluem carvão, instrumentos médicos, carros e ônibus. Pequim também anunciou que vai apresentar uma reclamação sobre as novas tarifas americanas à Organização Mundial do Comércio.

De acordo com um relatório da agência de classificação de risco Moody’s Investors Service, “as tensões comerciais dos EUA com a China estão mais propensas a piorar este ano, pesando sobre o crescimento global em 2019”. O valor total de bens afetados pela guerra comercial entre os dois países chega agora a US$ 100 bilhões

Leia também: ‘A maior guerra comercial da história’ começa hoje. E os efeitos podem ser duros

Os aumentos de tarifas resultam de reclamações do presidente dos EUA, Donald Trump, de que a China está adquirindo injustamente tecnologia americana por meio de joint-ventures coercitivas com empresas dos EUA, cibercrime e outras violações de direitos de propriedade intelectual.

O subsecretário do Tesouro americano para assuntos internacionais, David Malpass, e o vice-ministro do Comércio chinês, Wang Shouwen, vão se reunir nesta quinta-feira, mas de acordo com uma fonte familiarizada com a agenda do encontro ouvida pela Bloomberg, se espera que essas conversas resultem apenas em uma declaração conjunta de discussões produtivas.

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