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Crise regional

Guerra se intensifica no Oriente Médio e Trump faz previsão sobre ataques ao Irã

Um cartaz com a foto do falecido líder do Hezbollah, Hassan Nasrallah, é visto perto de um prédio danificado após um ataque aéreo israelense no bairro de Haret Hreik, na zona sul de Beirute, Líbano (Foto: EFE/EPA/WAEL HAMZEH)

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As Forças de Defesa de Israel se voltaram para um novo alvo na madrugada desta segunda-feira (2) após milícias apoiadas pelo Irã se envolverem na guerra com o país persa: o Hezbollah, no Líbano.

Ao mesmo tempo, o presidente dos EUA, Donald Trump, estimou em entrevista ao The New York Times que os combates em Teerã podem durar de "quatro a cinco semanas", se necessário.

O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, apontou nesta segunda-feira (2) o chefe do grupo terrorista Hezbollah, Naim Qassem, como um "alvo marcado" para ser eliminado, e insistiu que a milícia libanesa "pagará um alto preço" por ter atacado o norte de Israel nesta madrugada.

"Qualquer um que siga o caminho de (Ali) Khamenei logo se encontrará com ele nas profundezas do inferno, junto com todos aqueles que foram atraídos pelo eixo do mal", disse Katz em uma publicação na rede social X.

Israel e o Hezbollah trocaram ataques na madrugada desta segunda, no terceiro dia de guerra com o Irã, após o rompimento de uma frágil trégua que durava um ano, abrindo uma nova frente de batalha no Oriente Médio.

Por sua vez, o presidente Trump defendeu que "não será difícil" para Israel e EUA manterem a intensidade da batalha dentro do território iraniano. O mandatário americano compartilhou com o Times algumas opções que estariam à sua disposição para lidar com a crise regional.

Quais as opções de Trump?

Entre as propostas apresentadas por Trump está um resultado semelhante ao que ele arquitetou para a Venezuela, no qual a destituição do ditador seria suficiente para seus objetivos a curto prazo.

Em janeiro, as forças especiais americanas capturaram o líder autoritário de Caracas, Nicolás Maduro, e sua esposa, Cilia Flores, mantendo o regime chavista no poder. Desde então, ele negocia com as figuras restantes do alto escalão ligado a Maduro.

As agências estatais iranianas e o próprio presidente Trump confirmaram que o líder supremo do Irã, Ali Khamenei, foi morto em um dos ataques de sábado. Se os EUA repetirem o modelo de atuação na Venezuela, grande parte do que restou do regime pode permanecer nos cargos, mas agora mais disposta a trabalhar pragmaticamente com os EUA.

Ainda na entrevista, Trump afirmou ter pelo menos “três ótimas opções” para liderar interinamente o Irã, embora tenha se recusado a nomeá-las. Neste domingo, o aiatolá Alireza Arafi, de 66 anos, assumiu a chefia do conselho interino que passou a conduzir o Irã. Ele vai atuar ao lado do presidente Masoud Pezeshkian e do chefe do Judiciário, Gholam-Hossein Mohseni-Ejei.

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