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EPP

Guerrilha paraguaia assume execuções

O grupo insurgente Exército do Povo Paraguaio (EPP) anunciou ontem ter matado mais quatro pessoas e que continuará com ações criminosas em represália "à oligarquia que comanda o país", num comunicado divulgado por uma rádio "a partir de algum pon­­to nas montanhas do norte".

Um homem com sotaque caipira, que se identificou como Má­­ximo Brizuela, leu o comunicado: "A partir de algum ponto nas montanhas do norte, o comando número 7 Mariscal López do EPP informa que foram executados quatro jagunços, um dos quais po­­licial, no dia 21 de abril nas imediações das fazendas Guarani e Santa Ade­­­­lia", no departamento (estado) de Concepción, assinalou.

"Esclareço que o acerto de contas aconteceu em represália ao assassinato de camponeses de co­­munidades vizinhas às estâncias, sob as mãos de capitães do mato estrangeiros."

Brizuela anunciou que "o EPP busca a libertação do povo, que sofreu muito por causa da oligarquia e da classe dominante". "O EPP atuará com violência até derrotar completamente a oligarquia, para que se instaure a felicidade do povo", enfatizou.

Crise

Desde 25 de abril, está em vigor o estado de exceção nos departa­­men­­tos de Concepción, San Pe­­dro, Amambay, Villa Hayes e Alto Para­­guay.

Miguel López, chefe de gabinete do presidente do Paraguai, Fer­­nando Lugo, minimizou a im­­portância do comunicado: "Qual­­quer pessoa pode fazer um telefonema e dizer bobagens".

A procuradora antissequestro do Paraguai, San­­dra Qui­­ñónez, no entanto tem outro ponto de vis­­­­ta. "O porta-voz usou um estilo que é peculiar à guerrilha colombiana Farc, que habi­­tual­­mente diz ‘a partir de algum lu­­gar nas montanhas’", observou.

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