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Família Real

Príncipe Harry e Meghan decidem voltar ao Reino Unido após seis anos nos EUA

MEGHAN E HARRY
Os duques de Sussex, Harry e Meghan Markle, decidiram voltar a morar no Reino Unido após seis anos vivendo na Califórnia (Foto: CON CHRONIS AUSTRÁLIA E NOVA ZELÂNDIA/EFE/EPA)

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Os duques de Sussex, Harry e Meghan Markle, decidiram voltar a morar no Reino Unido após seis anos vivendo na Califórnia, nos Estados Unidos. O casal matriculou os filhos, Archie, de 7 anos, e Lilibet, de 5, em uma escola britânica ainda não identificada e pretende permanecer no país por um período prolongado, embora não retome as funções como integrantes ativos da família real.

Segundo a imprensa britânica, a família deverá morar em uma residência privada nos arredores de Londres, mantendo também a casa em Montecito, na Califórnia.

A decisão representa uma mudança na trajetória do casal desde o chamado “Megxit”, em 2020, quando Harry e Meghan deixaram suas funções na monarquia e se mudaram para os Estados Unidos.

A escolha de uma escola britânica para os filhos indica que o retorno não deve ser apenas temporário. Harry já havia manifestado o desejo de voltar ao Reino Unido e de permitir que Archie e Lilibet tivessem maior contato com a cultura e os costumes britânicos.

O casal, no entanto, continuará fora da estrutura oficial da monarquia. Harry e Meghan deixaram de exercer funções como membros ativos da família real em março de 2020 e, desde então, passaram a atuar de forma independente.

O retorno ocorre em meio a uma relação ainda conturbada entre Harry e outros integrantes da família real. O príncipe William, irmão mais velho de Harry e herdeiro do trono, não mantém contato com o duque de Sussex, segundo a imprensa britânica.

A relação entre os irmãos se deteriorou especialmente após as declarações de Harry em entrevistas, em um documentário da Netflix e em sua autobiografia “O que sobra” (“Spare”, no original). No livro, Harry afirmou que William o agrediu fisicamente durante uma discussão relacionada a Meghan.

Harry também fez críticas à madrasta, a rainha Camilla, e o casal relatou conflitos com outros integrantes da família real. Em uma entrevista à apresentadora Oprah Winfrey, Meghan afirmou que um integrante da família havia feito um comentário sobre o possível tom de pele de Archie antes de seu nascimento, sem revelar quem teria feito a declaração. Ela também disse que Kate Middleton, princesa de Gales, a fez chorar durante os preparativos para seu casamento com Harry.

A então rainha Elizabeth II afirmou, após a entrevista, que as questões levantadas seriam tratadas de forma privada e observou que algumas lembranças dos acontecimentos poderiam “variar”.

Vida nos Estados Unidos

Depois de deixar o Reino Unido, Harry e Meghan se estabeleceram na Califórnia e fecharam contratos comerciais milionários. Entre eles esteve um acordo de US$ 100 milhões com a Netflix para produção de conteúdo por meio da produtora Archewell Productions. O casal também firmou um contrato com o Spotify.

A decisão de retornar ao Reino Unido ocorre após anos em que os Sussex tentaram construir uma vida profissional independente nos Estados Unidos. Meghan já havia trabalhado na indústria audiovisual e ficou conhecida principalmente por seu papel na série “Suits”.

Segurança e custo de vida

A volta também deixa em aberto como Harry e Meghan financiarão sua segurança e manterão o padrão de vida no Reino Unido. Como não fazem parte da Casa Real, eles não têm direito automático à segurança custeada pelo contribuinte britânico.

Harry tentou obter na Justiça o direito de contar com proteção financiada pelo Estado durante suas visitas ao Reino Unido, mas não teve sucesso. Ele argumentou que havia contribuído para o país durante seu período no Exército britânico, quando serviu no Afeganistão.

Também não está definido onde exatamente a família irá morar. A imprensa britânica especula sobre propriedades nos Cotswolds, no oeste da Inglaterra, ou em Northamptonshire, onde vive o conde Spencer, irmão da princesa Diana.

A imprensa também especula que o rei Charles III poderia ajudar financeiramente o filho, como faz com seu irmão Andrew, que deixou a vida pública após as controvérsias envolvendo seu antigo relacionamento com o financista americano Jeffrey Epstein.

Relação com a família real

Harry fez uma visita rápida ao Reino Unido no mês passado para se encontrar com o pai, o rei Charles III, que continua em tratamento contra um câncer diagnosticado em 2024. Em 2024, após o anúncio da doença, Harry também viajou ao país para visitar o monarca. Segundo a imprensa, os dois passaram menos de 45 minutos juntos naquela ocasião.

O retorno ocorre ainda depois de anos de disputas judiciais de Harry com veículos da imprensa britânica e de conflitos relacionados à proteção de segurança no país.

A aceitação dos Sussex pela opinião pública britânica é negativa. Uma pesquisa da YouGov realizada em julho apontou que 22% dos entrevistados tinham uma opinião favorável sobre Meghan, enquanto 65% tinham uma avaliação negativa. No caso de Harry, 33% avaliaram sua imagem positivamente e 58%, negativamente.

A permanência prolongada da família no Reino Unido também deverá colocar à prova a relação entre Harry e William, que, segundo a imprensa britânica, não se falam há anos. A forma como os irmãos irão lidar com a proximidade é uma das principais questões deixadas em aberto pelo retorno dos duques.

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