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Tragédia

Herói do pouso sobre o Rio Hudson critica falta de segurança

Washington - As falências de companhias aéreas depois dos atentados terroristas de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos e os cortes de salários tornaram crítica a situação de pilotos americanos. O piloto Chesley "Sully" Sullenberger, de 58 anos, que se tornou herói em janeiro, depois de pousar em segurança o Airbus A320 da US Airways com 115 pessoas a bordo no Rio Hudson, em Nova Iorque, disse na terça-feira, em depoimento na Câmara, que "não conhece um único piloto profissional de companhia aérea que queira que os seus filhos sigam os seus passos."

Sully disse que seu salário foi reduzido em 40% nos últimos anos e a sua pensão foi encerrada e substituída pela promessa de "vale centavos sobre o dólar" criada a partir do Pension Benefit Guaranty Corp. Estes cortes foram seguidos pelas falências depois dos atentados e tudo piorou com atual recessão:

"As falências foram usadas por alguns como pretexto para obter o que eles não poderiam entrar em tempos normais", disse Sullenberger sobre as companhias aéreas.

Ele acrescentou que os problemas começaram com a desregulamentação da indústria nos anos 70.

"A redução da compensação colocou os pilotos e as suas famílias numa situação financeira insustentável", declarou Sullenberger.

Parlamentares da subcomissão da Câmara ouviram a tripulação do voo 1549, o controlador de tráfego aéreo que orientou o voo e especialistas. Para o copiloto do Airbus 320, Jeffrey B. Skiles, "a menos que leis federais sejam revistas para melhorar a gestão de relações trabalhistas, tripulações experientes nas cabines serão coisa do passado".

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