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Turquia

Homem que atirou no Papa volta à prisão

Ancara (EFE) – Oito dias depois de ser solto, o homem que atirou contra o Papa João Paulo II em 1981 voltou ontem para a prisão. O Tribunal de Justiça da Turquia reviu sua pena e revogou a decisão de libertá-lo. Mehmet Ali Agca, 48 anos, foi detido em Kartal, um distrito da parte oriental de Istambul. Segundo o governador de Istambul, Muammer Guler, as forças da ordem encontraram Agca em sua casa e ele não resistiu à prisão.

O acusado foi levado de casa à central de polícia de Istambul e, depois de um reconhecimento, transferido para a prisão. "Estava esperando", disse aos policiais que foram prendê-lo quando os viu na porta de sua casa, informou a rede de televisão NTV. Ele "começou a dizer algo sobre a justiça, mas decidiu se calar. Os agentes prenderam suas mãos e o conduziram ao carro patrulha", detalhou a emissora.

Ele deve ficar mais 20 anos na prisão. O ministro da Justiça turco, Cemil Cicek, disse que não há como a defesa apelar. Todos os integrantes do tribunal votaram pela prisão. No início da semana, Cicek tinha dito que Agca deveria permanecer na prisão até 2010. Na avaliação do ex-ministro da Justiça Hikmet Sami Turk, autor da lei de anistia que favoreceu Agca, o preso deve cumprir pena até 2014.

Agca cumpria pena na Turquia pelo assassinato do jornalista turco Abdi Ipekci. Segundo o veredicto da instituição máxima da Justiça turca, os 20 anos que Agca passou preso na Itália pela tentativa de assassinato do Papa foram indevidamente reduzidos dos 36 anos da pena pelo assassinato de um jornalista turco.

O extremista turco tinha apenas 23 anos quando tentou matar João Paulo II no dia 13 de maio de 1981. Ele acertou três tiros no Papa, na Praça de São Pedro, no Vaticano, em meio à multidão. Meses depois, foi condenado à prisão perpétua e levado para o presídio Montacuto de Ancona.

João Paulo II o perdoou ainda no leito do hospital, onde se recuperava dos graves ferimentos do atentado, e o visitou na prisão no dia 28 de dezembro de 1983. O Papa também recebeu a mãe do terrorista em 1985 no Vaticano. Agca tinha sido libertado nove meses depois da morte de João Paulo II, em abril do ano passado.

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