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10 anos

Homenagens unem rivais políticos

Democratas e republicanos estavam lado a lado em Nova York. Cerimônias prosseguiram em outras cidades dos Estados Unidos

Memorial que relembra os 10 anos do maior atentado terrorista da História foi construído onde ficavam as Torres Gêmeas. Visitada pelos familiares das vítimas ontem, monumento é uma espécie de piscina com espelho d’água | Reuters
Memorial que relembra os 10 anos do maior atentado terrorista da História foi construído onde ficavam as Torres Gêmeas. Visitada pelos familiares das vítimas ontem, monumento é uma espécie de piscina com espelho d’água (Foto: Reuters)
George W. Bush, a primeira-dama Michelle Obama e o presidente dos Estados Unidos Barak Obama: patriotismo |

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George W. Bush, a primeira-dama Michelle Obama e o presidente dos Estados Unidos Barak Obama: patriotismo

Nova York homenageou ontem as vítimas do 11 de Setembro com a abertura do memorial no local em que ficavam as Torres Gêmeas, em uma cerimônia que uniu políticos democratas e republicanos, fato raro nos últimos tempos.

O evento, que durou mais de 4 horas, reuniu pela primeira vez em mais de um ano e meio o presidente americano, Barack Obama, e seu antecessor George Bush.

Acompanhados de suas mu­­lheres, os dois ficaram aproximadamente 30 minutos na cerimônia, protegidos por um vidro à prova de balas – exceção entre todos os convidados. Obama leu o Salmo 46, que fala que que "Deus é nosso refúgio e nossa fortaleza".

Já Bush, que foi recebido com muito mais entusiasmo que Obama em uma cidade tradicionalmente democrata, leu uma carta que o presidente Abraham Lincoln (1809-1865) escreveu para uma mãe que perdeu cinco filhos na Guerra de Secessão (1861-1865).

A cerimônia colocou lado a lado outros políticos rivais, como o democrata Andrew Cuomo, governador de Nova York, e Chris Christie, republicano que comanda Nova Jersey.

Rudolph Giuliani, prefeito de Nova York na época dos atentados, e Hillary Clinton, secretária de Estado, também compareceram.

Memorial

Nos dez anos dos ataques realizados pelos terroristas da Al Qaeda, os parentes das mais de 2 mil vítimas do World Trade Center puderam ontem visitar pela primeira vez o local, uma espécie de piscina com espelho d’água em que estão gravados os nomes das vítimas.

No memorial, que será aberto hoje ao resto do público, muitos apro­­veitaram para gravar em papel com giz de cera os nomes de parentes inscritos no monumento.

Outros deixaram flores e recordações dos seus parentes (como capacetes de bombeiro) na obra e também nas árvores que a cercam.

O monumento também tem os nomes das vítimas dos aviões que caíram na Pensilvânia e no Pentá­gono naquele dia, além das seis que morreram no atentado de 1993 no World Trade Center.

Alguns corpos nunca foram encontrados nesses dez anos, e o memorial, disseram alguns familiares, tem significado ainda mais especial.

Durante o evento, foram lidos os nomes das quase 3 mil vítimas das ações da Al Qaeda em 2001 nos EUA (mais de dois terços em Nova York) e artistas como James Taylor e Paul Simon se apresentaram. Três brasileiros estão entre as vítimas.

Pelo país

No Pentágono, Obama levou uma coroa de flores a um memorial que faz homenagem às 184 pessoas mortas ali há dez anos. O casal Obama também se misturou com aqueles que visitaram o memorial, alguns deles vestindo camisetas com fotos das vítimas.

Na Pensilvânia, ele caminhou ao longo de um outro memorial, feito de paredes de mármore com os nomes de 40 passageiros e tripulantes de um avião que caiu em Shanksville enquanto as vítimas tentavam sem sucesso retomar das mãos dos sequestradores o controle da aeronave.

Durante a visita, o presidente atraiu aplausos espontâneos dos presentes ao memorial. Obama e sua esposa permaneceram no local para tirar fotos com os visitantes e cumprimentar crianças.

"Acho simplesmente importante que o presidente demonstre apoio às famílias que perderam entes queridos", disse Jaleel Dyson, de 18 anos, que faz faculdade na região e compareceu ao memorial para homenagear as vítimas.

Em determinado momento, um homem gritou: "Obrigado por pegar Bin Laden". Eles então caminharam até uma pedra que marca o local onde o avião caiu e perma­ne­­­ceram quietos por algum tempo.

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