
Washington - Os primeiros seres humanos modernos já utilizavam a tecnologia do fogo para fabricar ferramentas de pedra há 72.000 anos no sul da África. "Descobrimos que os primeiros homens modernos, há 72.000 anos, na costa da atual África do Sul, já utilizavam um fogo minuciosamente controlado para, após um procedimento complexo, aquecer a pedra e alterar suas propriedades", afirma Kyle Brown, da Universidade do Cabo sul-africana, um dos principais autores do estudo.
Até agora os indícios mais antigos conhecidos de utilização do calor para fabricar ferramentas remontavam há 25.000 anos na Europa.
"Nossa descoberta deste uso do fogo mostra que os primeiros homens modernos controlavam o fogo de uma maneira moderada e sofisticada", completa Brown. Restos de silcreta, um amálgama de sílex capaz de ser trabalhada em contato com o calor, foram encontrados enterrados no sítio arqueológico de Pinnacle Point, na África do Sul.
Os arqueólogos repetiram a técnica utilizada pelos humanos pré-históricos. "Depois de aquecida, a silcreta assumiu uma cor vermelho profundo e era facilmente transformado em fragmentos. Além disso, era muito parecida com a encontrada no sítio arqueológico", explica Marean.
AFP
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Escassez de água ameaça a produção de alimentos
O mundo só poderá alimentar a população adicional de 2,3 bilhões de pessoas até 2050 por meio da conservação da água e do aumento da produtividade no campo.
O alerta é do diretor do Instituto Internacional de Gerenciamento de Água, Colin Chartres. O desafio para abastecer populações maiores se mistura à ameaça aos suprimentos de água para irrigação por causa das mudanças climáticas e da competição das cidades pelo produto, disse Chartres.
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Planta capaz de comer ratos e insetos é descoberta nas Filipinas
Muitos filmes e livros de ficção falam de plantas carnívoras (foto) que devoram pessoas e outros grandes animais. Uma planta descoberta recentemente por cientistas não chega a tanto, mas é capaz de comer pequenos roedores e insetos. A planta, descoberta na região central das Filipinas durante uma expedição científica que também catalogou outras espécies até então desconhecidas, como cogumelos azuis e samambaias rosas, pode chegar a 1,5 m de altura.
Os pesquisadores batizaram a nova planta carnívora de Nepenthes attenboroughii, em homenagem ao veterano apresentador de programas de natureza da Grã-Bretanha David Attenborough. O cientista e produtor britânico Stewart McPherson, um dos responsáveis pela descoberta, diz que "a espécie está entre as maiores plantas carnívoras conhecidas e produz armadilhas espetaculares".
A planta carnívora já tinha sido avistada por dois missionários cristãos, que, em 2000, tentaram escalar o Monte Vitória, uma montanha pouco conhecida nas Filipinas. Por não terem se preparado corretamente para a empreitada, os missionários acabaram perdidos e passaram 13 dias vagando pelas florestas, até serem resgatados.
A descrição da enorme planta carnívora despertou o interesse de McPherson, do botânico Alastair Robinson, da Universidade de Cambridge, e do pesquisador Andreas Fleischmann, da Universidade Ludwig-Maximilians, de Munique, na Alemanha. Os três, especialistas nesse tipo de vegetal, decidiram então montar uma expedição para encontrar novas espécies.
A viagem científica aconteceu durante dois meses em 2007. A grande planta carnívora foi descoberta próxima ao pico do Monte Victoria, a cerca de 1,6 mil metros de altitude.



