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Meio Ambiente

Incêndios diminuem no Chile e Governo exime mapuches da culpa

Executivo decretou luto oficial neste domingo nas regiões de Biobío e Araucanía pela morte de sete brigadistas na última quinta-feira (05)

O Governo chileno anunciou neste sábado (07) que um ministro viajará à região de Araucanía para reativar os contatos com comunidades mapuches, após sugerir que membros desta etnia poderiam estar por trás de alguns incêndios, que nas últimas horas foram reduzidos para apenas oito focos.

O Executivo decretou também um dia de luto oficial para este domingo nas regiões de Biobío e Araucanía pela morte de sete brigadistas, falecidos na quinta-feira passada nessa última região e cujos funerais acontecerão neste domingo (08).

Outros dois brigadistas feridos nesse acidente foram transferidos para Santiago e seu estado é estável.

Além disso, a Polícia encontrou neste sábado o corpo calcinado de um homem que estava desaparecido desde o dia 1º de janeiro em Biobío.

Nessa região morreu na semana passada um idoso de 70 anos, com o qual já são nove as vítimas mortais dos incêndios.

Por outra parte, um militar que participava de trabalhos de ajuda aos afetados dessa região sofreu um acidente, aparentemente ao ser atingido por um veículo, e foi trasladado em estado grave para uma base naval próxima, informou uma rádio de Biobío.

Enquanto isso, em Santiago, o ministro do Interior do Chile, Rodrigo Hinzpeter, e o porta-voz do Governo, Andrés Chadwick, deram uma entrevista coletiva sobre os incêndios no Palácio de la Moneda, sede do Governo.

Hinzpeter insistiu hoje que o Governo tem a "relativa certeza" que alguns dos incêndios foram intencionais e garantiu que em certos casos "surgiram no mesmo instante com dezenas de focos".

Porém, ao contrário do ocorrido na sexta-feira (06), quando sugeriu que por trás dos incêndios poderia estar uma organização radical mapuche, nesta ocasião Hinzpeter evitou acusar membros dessa etnia.

"Os únicos encarregados de estabelecer responsabilidades são os tribunais", acrescentou Hinzpeter, que rejeitou que haja contradição em sua postura.

Hinzpeter anunciou, além disso, que o ministro de Desenvolvimento Social, Joaquín Lavín, viajará na segunda-feira à Araucanía "para realizar reuniões com comunidades mapuches".

"Nosso Governo tem disposição e compromisso profundos para avançar passos significativos e brindar às comunidades mapuches melhores condições de vida e maiores oportunidades de desenvolvimento e progresso", declarou.

Os mapuches, que atualmente estão reduzidos a cerca de 600 mil membros e sofrem altos níveis de pobreza, se concentram em Araucanía, onde enfrentam desde os anos 1990 empresas agrícolas e florestais pela propriedade de terras que consideram ancestrais.

Representantes mapuches tacharam o Governo de "racista" por vinculá-los aos incêndios e o acusam de querer militarizar a região e argumentam que seu apego os impediria de atear fogo a áreas naturais.

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