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Seqüestro

Indícios revelam que Madeleine teria morrido no apartamento

Os pais da menina inglesa foram inocentados pela polícia portuguesa

Vanderlei Cassol e Rodrigo Mello “forfetaram” na etapa de sexta-feira | Idário Café/ Vipcomm
Vanderlei Cassol e Rodrigo Mello “forfetaram” na etapa de sexta-feira (Foto: Idário Café/ Vipcomm)

Lisboa – A imprensa portuguesa revelou ontem que vestígios de sangue teriam sido encontrados em uma das cortinas do apartamento onde a menina britânica Madeleine McCann estava na noite em que desapareceu, o que reforça a tese de que foi de um homicídio ou um acidente fatal. Madeleine desapareceu do quarto do hotel onde dormia com seus irmãos gêmeos, no dia 3 de maio, na Praia da Luz, região de Algarve, em Portugal. A família McCann passava férias no local.

As revelações foram divulgadas no Jornal de Notícias. O diário lisboeta acrescentou que "a principal linha de investigação" que as polícias portuguesa e britânica seguem no caso indicam fortes possibilidades de morte da menina. O desaparecimento de "Maddie", como a menina é conhecida na imprensa européia, completou cem dias no sábado, quando a polícia de Portugal chegou a afirmar que os pais de Madeleine não eram mais suspeitos, contrariando uma possibilidade levantada nas semanas anteriores.

A imprensa portuguesa havia relatado que havia sido encontrado sangue somente em uma das paredes do apartamento. Segundo a imprensa, cães farejadores que trabalharam na detecção dos restos de sangue também descobriram um "cheiro de cadáver" em outros lugares, mas, nesse caso, não foi possível recolher nenhuma "amostra biológica".

Os vestígios de sangue encontrados no quarto de hotel onde a menina desapareceu foram enviados para análise num laboratório em Birmingham, no Reino Unido. A polícia aguarda a chegada dos resultados da análise.

Contradição

O Diário de Notícias, outro jornal português, revelou ontem que havia "contradições" nas declarações das testemunhas que estavam jantando com os pais da menina no dia 3 de maio, quando Madeleine desapareceu do quarto onde dormia com seus irmãos menores.

Um dos amigos do casal McCann, Russell O’Brien, estava presente no início do jantar, mas pouco depois se ausentou e só regressou quando o grupo estava perto de terminar a refeição.

Foi Jane Tanner, mulher de Russell, que deu à Polícia Judiciária (PJ) portuguesa a pista de que havia visto um homem de 1,70m de altura, magro, e de cabelo castanho na rua, com uma menina nos braços na noite do desaparecimento.

O retrato falado elaborado pela descrição fornecida por Jane foi uma das pistas seguidas pela polícia durtante o tempo em que se considerou como mais provável a hipótese de seqüestro de Madeleine.

O jornal revelou ainda que o casal McCann tomou lanche com Madeleine às 18h30 do dia do desaparecimento da menina, em um restaurante na Praia da Luz.

O fato só foi conhecido pela Polícia Judiciária portuguesa porque o dono do restaurante os convocou para perguntar-lhes se a polícia se interessaria em revisar o vídeo feito pelas câmeras de segurança do estabelecimento.

Depois de ver as imagens, os policiais interrogaram os pais da menina, questionando o motivo pelo qual os pais haviam esquecido de mencionar esse fato em suas declarações anteriores.

O diário português afirmou ainda que as declarações dos amigos dos pais de Madeleine, vários casais que se encontravam juntos em férias, estão cheias de "contradições e omissões".

Francisco Moita Flores, ex-inspetor da polícia e atual prefeito da cidade portuguesa de Santarém, escreveu ontem em sua coluna no jornal Correio da Manhã que a imprensa britânica só quer saber de notícias sobre a hipótese de seqüestro da menina, e que todas as outras teorias "são especulações".

"Todas as evidências apontam que a menina morreu no apartamento e é difícil crer que se trate de seqüestrar um cadáver", disse Flores.

O ex-inspetor disse ainda que a pessoa que entrou no apartamento onde estava Madeleine sabia até onde estavam os artigos de limpeza, porque tentou "apagar as manchas de sangue". "Quem, sozinho ou acompanhado, esconde indícios é porque quer ocultar um crime", concluiu.

O delegado da Polícia Judiciária portuguesa Olegario Sousa admitiu publicamente sábado, pela primeira vez, que a menina britânica pode ter morrido.

Sousa, porta-voz da Polícia Judiciária no caso, afirmou que os agentes que estão investigando o desaparecimento encontraram novas provas que dão "intensidade" à possibilidade de que a menina esteja morta.

O desaparecimento da menina britânica Madeleine McCann completou 100 dias no sábado no sem uma avaliação precisa do que aconteceu com a menina. Os pais de Maddie participaram de uma missa na igreja da Praia da Luz, pelos cem dias de desaparecimento da filha.

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