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Farc

Ingrid Betancourt diz que foi "vítima da demência humana"

A ex-refém das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) mais reconhecida internacionalmente, a franco-colombiana Ingrid Betancourt, afirmou nesta terça-feira (18) que é "uma vítima da demência humana".

"Se estou aqui hoje é porque saí da floresta amazônica após uma longa viagem nas profundezas das vísceras da guerra e o faço como vítima da demência humana", disse Betancourt ao abrir a mesa "América Latina: para uma civilidade da paz", parte do encontro internacional inter-religioso organizado em Chipre pela Comunidade italiana de Sant'Egidio.

"A minha liberdade, readquirida há pouco, e o contraste entre a vida de ontem e a de hoje aumentam no meu coração o peso que sinto pelo aprisionamento de mais de três mil de meus companheiros seqüestrados, que ainda estão na Colômbia e cujo sofrimento continuo a levar nas minhas costas. A guerra é apenas isso. É sofrimento, anos de solidão e morte, humilhação e maus-tratos, dor. E depois as recordações, que nos perseguem", continuou a ex-candidata à presidência colombiana.

Betancourt foi seqüestrada em 23 de fevereiro de 2003 quando fazia campanha às eleições presidenciais da Colômbia, permaneceu seis anos em poder da guerrilha até ser resgatada, em 2 de julho desse ano, em uma operação do exército colombiano.

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