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Negociações

Irã admite “entendimento” com EUA, mas nega que acordo esteja próximo

Propaganda do regime do Irã em Teerã, capital iraniana (Foto: ABEDIN TAHERKENAREH/EFE/EPA)

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O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, disse nesta segunda-feira (25) que há um “certo grau de entendimento” com os Estados Unidos a respeito de um termo para encerrar a guerra de Teerã contra os americanos e israelenses, mas afirmou que um acordo não é “iminente”.

“Não há nenhuma garantia de que os Estados Unidos cumprirão seus compromissos”, disse Baghaei em entrevista coletiva em Teerã, segundo informações da emissora americana CNN.

“Em poucas horas, você pode se deparar com posições completamente diferentes e, em muitos casos, contraditórias”, disse o porta-voz, acrescentando que isso “cria problemas para qualquer processo de negociação”.

No fim de semana, o presidente americano, Donald Trump, citou que os dois países avançaram nas negociações para um acordo, que, segundo a imprensa dos EUA, estabeleceria a reabertura gradual do Estreito de Ormuz (bloqueado quase totalmente pelo regime iraniano desde o início da guerra, em 28 de fevereiro) e um prazo de 60 dias para a discussão de outras questões, das quais a principal seria o programa nuclear iraniano.

Na coletiva, Baghai afirmou que as questões nucleares não fazem parte das discussões neste momento e que Teerã reafirmou a exigência do fim da guerra em todas as frentes, incluindo no Líbano – onde um cessar-fogo também está vigente, embora com acusações de violações pelos dois lados, Israel e o grupo terrorista Hezbollah, aliado do Irã.

Em post na rede Truth Social nesta segunda-feira, Trump, que no fim de semana já havia negado ter pressa para chegar a um acordo, disse que o compromisso a ser alcançado com o Irã “será excelente e significativo, ou não haverá acordo”.

“Será exatamente o oposto do desastroso acordo nuclear negociado pelo fracassado governo Obama, que representou um caminho direto e aberto para o Irã obter armas nucleares. Não, eu não faço acordos assim!”, afirmou, em referência ao acordo de 2015 com o regime iraniano, do qual os EUA se retiraram em 2018, na primeira gestão Trump.

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