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Manifestações contra o regime

Irã chama Trump de “assassino” em resposta a pedido para que protestos continuem

Propaganda contra Israel e os Estados Unidos em prédio em Teerã, capital iraniana (Foto: ABEDIN TAHERKENAREH/EFE/EPA)

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O chefe de Segurança Nacional do Irã, Ali Larijani, chamou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o premiê de Israel, Benjamin Netanyahu, de “assassinos” ao responder nesta terça-feira (13) a uma mensagem do mandatário americano que pediu para que os protestos contra o regime islâmico continuem no país persa.

“Declaramos os nomes dos principais assassinos do povo iraniano: 1- Trump; 2 – Netanyahu”, escreveu Larijani no X, em cima de um print da mensagem que Trump havia postado mais cedo na rede Truth Social, na qual pedia ao povo iraniano para “tomar suas instituições” e guardar “os nomes dos assassinos e abusadores”, que “pagarão um preço alto”.

O presidente americano também disse que cancelou as negociações com autoridades iranianas “até que o massacre sem sentido dos manifestantes pare” e que “a ajuda está a caminho”, sem dar detalhes.

Grandes protestos contra o regime teocrático do Irã, amplificados pela crise econômica no país persa, estão sendo realizados desde a última semana de dezembro. O regime dos aiatolás tem respondido de forma violenta: segundo ONGs, mais de 1,8 mil pessoas já foram mortas na repressão às manifestações e mais de 16 mil foram presas.

Nesta terça-feira, o líder supremo do Irã, Ali Khamenei, publicou no X imagens de manifestações pró-regime e alegou que “a nação iraniana viveu um dia histórico”, afirmando que os protestos antirregime islâmico teriam sido orquestrados fora do país e neutralizados pelos atos a favor da ditadura iraniana.

“Essas grandes manifestações, transbordando com sua firme determinação, destruíram completamente os planos dos inimigos estrangeiros que deveriam ser concretizados por mercenários internos”, acusou.

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