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O regime do Irã declarou neste domingo (1º) as forças armadas dos países da União Europeia (UE) como organizações terroristas, em retaliação à decisão do bloco de designar a Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) como organização terrorista após a repressão aos protestos.
"De acordo com o Artigo 7º da Lei sobre Medidas Recíprocas em Resposta à Designação da IRGC como Organização Terrorista, as forças armadas dos países europeus serão consideradas grupos terroristas", afirmou o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Qalibaf, durante uma sessão parlamentar, citado pela agência de notícias Tasnim, afiliada à IRGC.
A agência também informou que Qalibaf instruiu a Comissão de Segurança Nacional e Política Externa do Parlamento a declarar os adidos militares dos países da União Europeia no Irã como terroristas.
Teerã convocou todos os embaixadores de países europeus presentes no país para informar sobre a decisão.
“Entre ontem e hoje, todos os países europeus e Estados-membros da UE com embaixadas em Teerã foram convocados ao Ministério das Relações Exteriores, e o protesto da República Islâmica do Irã foi formalmente comunicado a eles por escrito”, declarou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Ismail Baghaei, em coletiva de imprensa.
O diplomata descreveu a ação como “uma medida mínima” e indicou que Teerã está considerando “uma série de ações” e “medidas de retaliação” em resposta à decisão da UE, que ele classificou como “ilegal, injustificada e gravemente errônea”.
Regime iraniano liberta manifestante símbolo de protestos sob fiança
O manifestante Erfan Soltani, de 26 anos, que virou símbolo dos protestos contra o regime do Irã, foi libertado sob fiança, segundo informações da organização de direitos humanos Hengaw, com sede na Noruega, e da emissora estatal iraniana Press TV.
Ele foi preso no dia 10 de janeiro em sua casa em Fardis e acusado de “reunião e conspiração contra a segurança interna do país”, bem como “atividades de propaganda” contra o regime, segundo a emissora estatal IRIB.
Depois da detenção, no mês passado, o Departamento de Estado dos EUA e familiares de Soltani disseram que as autoridades iranianas planejavam executá-lo, mas o Judiciário do Irã rejeitou a alegação como "notícia fabricada".
Posteriormente, a família do manifestante disse que a execução foi adiada, em meio a uma pressão do presidente Donald Trump contra o regime do Irã. Trump alertou Teerã que a execução de manifestantes receberia uma "resposta enérgica" dos EUA.
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