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Irã diz que não enviará negociadores ao Paquistão se não houver cessar-fogo no Líbano

Sistema de defesa de Israel intercepta projétil do Hezbollah no norte do país (Foto: ATEF SAFADI/EFE/EPA)

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O Irã não participará das negociações com os Estados Unidos no Paquistão para pôr fim à guerra até que seja aplicado o cessar-fogo no Líbano, que sofreu duros ataques israelenses nos últimos dias, informou a imprensa estatal iraniana.

“As negociações seguem suspensas até que os Estados Unidos cumpram seus compromissos em relação ao cessar-fogo no Líbano e o regime israelense ponha fim aos seus ataques”, afirmaram as agências de notícias Fars e Tasnim, ambas vinculadas à Guarda Revolucionária.

Os dois veículos citaram fontes informadas sobre a situação e indicaram que a equipe negociadora iraniana ainda não se deslocou para Islamabad, onde está previsto que as conversas comecem neste sábado (11).

Uma exigência americana para o cessar-fogo de duas semanas anunciado na terça-feira (7), durante o qual os termos de uma paz definitiva serão discutidos, era a reabertura total do estratégico Estreito de Ormuz.

Porém, Teerã voltou a obstruir a passagem na quarta-feira (8), alegando que a trégua foi desrespeitada com os ataques de Israel ao Líbano, onde os israelenses enfrentam o grupo terrorista Hezbollah, aliado do Irã. Estados Unidos e Israel afirmam que o cessar-fogo com o Irã não inclui o Líbano.

Em post na rede Truth Social na quinta-feira (9), o presidente americano, Donald Trump, disse que “o Irã está fazendo um péssimo trabalho, desonroso, diriam alguns”, ao manter o bloqueio de Ormuz.

“Esse não é o acordo que temos!”, escreveu o mandatário republicano, que no mesmo dia havia alertado que os ataques ao Irã serão retomados com mais força se não for fechado um acordo.

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