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O regime do Irã afirmou nesta terça-feira (11) que cogita prolongar a guerra com os Estados Unidos e Israel até que o presidente americano, Donald Trump, deixe a Casa Branca, no começo de 2029.
“Precisamos alcançar a capacidade de dissuasão para que o inimigo jamais ouse nos atacar, permitindo-nos viver em segurança”, disse Mohammad Reza Naqdi, conselheiro sênior do comando da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã, em entrevista à emissora americana PBS.
“Uma maneira de fazer isso é prolongar esta guerra até o próximo mandato presidencial e provocar um desgaste, de modo que, se alguém mais [o sucessor de Trump] quiser atacar o Irã, saberá que há um custo”, acrescentou.
As negociações entre os Estados Unidos e o Irã seguem num impasse, já que Teerã afirmou no fim de semana que um acordo que está sendo negociado com Omã para administrar o Estreito de Ormuz não seria suficiente para reabrir a passagem marítima e que os americanos ainda precisariam cumprir uma série de exigências, como pagamento de indenizações, a retirada das tropas americanas de países vizinhos e o fim do bloqueio naval a portos iranianos.
Na entrevista veiculada na terça-feira, Naqdi disse que o regime está atacando navios comerciais em Ormuz porque embarcações que navegam por rotas não autorizadas pelo Irã podem “transportar suprimentos para o inimigo”.
O conselheiro disse que a “vitória” está do lado do Irã, alegando falta de “estratégia” dos Estados Unidos. “A cada dois ou três dias, eles anunciam um novo objetivo”, disse Naqdi.
“Quanto mais tempo essa guerra durar, mais experiência ganharemos. Nunca havíamos visto uma guerra real para adquirir experiência concreta e aprender a combater os Estados Unidos. Nestes cinco meses, aprendemos como fazê-lo. Também vimos que as forças armadas americanas são mais fracas do que imaginávamos”, provocou.







