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Guerra no Oriente Médio

Irã diz que participação da Europa no conflito terá resposta imediata

Uma mulher iraniana com véu caminha ao lado de um prédio danificado perto da Praça Ferdowsi, após um ataque aéreo no centro de Teerã, Irã, em 3 de março de 2026. (Foto: EFE/EPA/ABEDIN TAHERKENAREH)

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O governo do Irã elevou o tom contra países europeus nesta terça-feira (3) e alertou que qualquer participação militar no conflito em curso ao lado de Israel e dos Estados Unidos será considerada “ato de guerra”.

Em entrevista ao jornal Tehran Times, o ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, afirmou que “qualquer ação militar europeia é um ato de guerra que exige uma resposta”. O recado foi direcionado especialmente a Alemanha, França e Reino Unido.

No fim de semana, os três países divulgaram uma nota conjunta na qual ameaçaram destruir a capacidade de mísseis e drones do Irã caso considerem necessário. O texto afirma que poderão autorizar “ações defensivas necessárias e proporcionadas” para neutralizar, ainda na origem, os meios de lançamento iranianos. O grupo também confirmou alinhamento com Washington e parceiros regionais sobre o tema.

A escalada verbal não ficou restrita ao chanceler iraniano. A Guarda Revolucionária do Irã declarou que “os portões do inferno se abrirão cada vez mais” contra os Estados Unidos e Israel.

Já o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmaeil Baghaei, afirmou que o país está focado na “defesa” e rejeitou a possibilidade de retomar negociações com o governo de Donald Trump.

Segundo ele, “a desgraça eterna recairá sobre aqueles que alegaram buscar a diplomacia, mas, diante da lógica do Irã, cederam e optaram pela via militar”. Baghaei também acusou os europeus de adotarem uma postura “contraditória” e advertiu que qualquer violação poderá provocar um “incêndio” com consequências globais.

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A Rússia afirmou que a guerra no Oriente Médio pode desencadear uma corrida armamentista nuclear, ampliando a preocupação internacional com a possibilidade de o conflito ultrapassar as fronteiras regionais.

Enquanto isso, Teerã sustenta que está comprometida com princípios humanitários, apesar das acusações de ataques à infraestrutura energética de países vizinhos. Em declarações duras, autoridades iranianas também acusaram Israel de expandir deliberadamente o conflito e tentarem difamar o país no cenário internacional.

EUA retiram cidadãos e funcionários do Oriente Médio

Diante da deterioração do quadro de segurança, os Estados Unidos orientaram cidadãos americanos que estejam em 14 países do Oriente Médio e regiões próximas a deixarem esses locais imediatamente por meios comerciais.

Entre os países citados estão Bahrein, Egito, Irã, Iraque, Israel e Gaza, Jordânia, Kuwait, Líbano, Omã, Catar, Arábia Saudita, Síria, Emirados Árabes Unidos e Iêmen.

Além disso, o Departamento de Estado determinou a saída de funcionários governamentais não essenciais e de seus familiares de ao menos seis países: Jordânia, Bahrein, Iraque, Catar, Kuwait e Emirados Árabes Unidos. A medida ocorre após ataques atribuídos ao Irã e ao Hezbollah contra embaixadas americanas na região.

O cenário aponta para uma ampliação do conflito, com envolvimento indireto — e possivelmente direto — de potências europeias. O Oriente Médio volta a ocupar o centro da tensão geopolítica global, agora sob risco de internacionalização formal da guerra.

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