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Guerra no Oriente Médio

Irã diz ter atacado gabinete do primeiro-ministro de Israel; Tel Aviv nega

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, ao telefone com o presidente dos EUA, Donald Trump, em seu gabinete (Foto: EFE/EPA/Divulgação/AVI OHAYON )

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O regime do Irã disse nesta segunda-feira (2) que atingiu o gabinete do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, na mais recente onda de mísseis lançados pelas Forças Armadas iranianas. O governo israelense negou a informação em nota à Agência EFE.

"Isso é completamente falso. É apenas propaganda da Guarda Revolucionária", afirmou um porta-voz do gabinete de Netanyahu, que confirmou que o primeiro-ministro se encontra em Israel.

A Guarda Revolucionária do Irã, o exército ideológico do regime islâmico, informou por meio de um comunicado que o gabinete de Netanyahu e a sede do comandante da força aérea israelense foram os alvos de suas novas operações.

“O gabinete do primeiro-ministro criminoso do regime sionista e a sede do comandante da força aérea do regime foram atacados”, diz a nota, citada por diversas agências de notícias nacionais.

"O escritório de relações públicas da Guarda Revolucionária Islâmica anunciou que o gabinete do primeiro-ministro criminoso do regime sionista e o local de destacamento do comandante da Força Aérea do exército desse regime foram atacados e duramente atingidos pelas Forças Armadas da República Islâmica em ataques seletivos e surpresa com mísseis Kheibar", informou a agência estatal IRNA.

"Segundo este comunicado, os ataques bem-sucedidos com mísseis do Irã contra os territórios ocupados na décima onda concentraram-se no complexo governamental do regime sionista", acrescentou a nota, ressaltando que "os resultados destes ataques, bem como informações complementares, serão anunciados posteriormente".

O Irã lançou nesta segunda-feira a décima onda de mísseis contra Israel desde que, no sábado, as forças israelenses e americanas iniciaram ataques aéreos contra o território iraniano. Até o momento, 10 pessoas morreram em Israel, enquanto no Irã os óbitos são estimados em mais de 550, segundo o Crescente Vermelho - sendo 180 deles no ataque à escola de Minab, no sul do país.

Irã rejeita negociação com os EUA

O secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, Ali Larijani, um dos braços de confiança do falecido líder supremo, Ali Khamenei, afirmou na manhã desta segunda-feira (2) que o regime não negociará com os EUA, após a divulgação de informações que pareciam indicar uma disposição para conversas com Washington.

"Trump mergulhou a região no caos com suas falsas esperanças (...) Com suas ações delirantes, transformou seu slogan 'América primeiro' em 'Israel primeiro' e sacrificou soldados americanos para os anseios de poder de Israel", afirmou Larijani.

O Irã continua sendo alvo de bombardeios pelo terceiro dia consecutivo. Até o momento, foram confirmadas mortes importantes como a do líder supremo e de vários funcionários de alto escalão do regime.

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