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Guerra no Oriente Médio

Irã está disposto a aceitar acordo do Paquistão sobre cessar-fogo com os EUA, diz portal

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O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian. (Foto: ABEDIN TAHERKENAREH/EFE/EPA)

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O regime do Irã estaria disposto a aceitar o acordo de cessar-fogo proposto pelo Paquistão, a poucas horas do fim do prazo estabelecido pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para que Teerã reabra o Estreito de Ormuz ou sofra ataques americanos contra sua infraestrutura energética. A proposta paquistanesa, apresentada nesta tarde, prevê uma trégua de duas semanas na guerra em curso no Oriente Médio para permitir o avanço das negociações diplomáticas entre iranianos e americanos.

Segundo uma fonte iraniana ouvida pelo portal árabe Al-Araby Al-Jadeed, Teerã está inclinada a aceitar o cessar-fogo “em respeito ao mediador paquistanês e a vários países amigos”, com o “objetivo de conceder mais tempo à diplomacia”. De acordo com a mesma fonte, o Irã vê o período de trégua como uma oportunidade para buscar um acordo mais amplo com a Casa Branca.

O plano apresentado pelo primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, inclui dois pontos centrais: a suspensão das hostilidades por duas semanas e a reabertura do Estreito de Ormuz durante esse período como gesto de boa vontade por parte de Teerã.

Conforme relatos de fontes ouvidas pela imprensa internacional, as negociações entre Estados Unidos e Irã entraram em uma fase decisiva nas últimas horas, com mediação direta de autoridades paquistanesas. Segundo informações divulgadas pela CNN, há expectativa de avanços antes do término do ultimato imposto por Trump.

De acordo com a agência Reuters, um alto funcionário iraniano afirmou que Teerã avalia positivamente a proposta de trégua, enquanto o governo americano já foi informado da iniciativa e deve apresentar uma resposta oficial.

O prazo dado por Trump para que o Irã reabra completamente o Estreito de Ormuz termina na noite desta terça-feira (7), às 21h pelo horário de Brasília. O presidente americano chegou a ameaçar uma ofensiva militar de grande escala, afirmando que poderia atingir toda a infraestrutura estratégica do país caso suas exigências não fossem atendidas.

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