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A operação conjunta de EUA e Israel contra o Irã entra no quinto dia, sem expectativa de melhora da situação. Um integrante da Assembleia de Peritos do Irã, órgão responsável pela escolha de um novo líder supremo, disse em pronunciamento na televisão estatal nesta quarta-feira (4) que o país está "muito perto" de definir um sucessor para o aiatolá Ali Khamenei, morto no primeiro dia de guerra.
O aiatolá Ahmad Khatami declarou em rede nacional que "o líder supremo será identificado na próxima oportunidade, estamos perto de uma conclusão, porém a situação no país é de guerra". Algumas agências iranianas informaram que o anúncio pode ser feito já na próxima semana.
Israel prontamente respondeu ao pronunciamento, dizendo que qualquer nome que seja divulgado será considerado um alvo a ser eliminado.
“Qualquer dirigente eleito pelo regime terrorista iraniano para continuar liderando o plano de destruição de Israel, ameaçando os EUA, o mundo livre e os países da região, e reprimindo o povo iraniano, será um alvo de assassinato, não importa seu nome nem onde se esconda”, afirmou o ministro de Defesa, Israel Katz, em uma publicação no X nesta quarta.
Um dos nomes cotados para suceder Khamenei é seu próprio filho, Mojtaba Khamenei, após relatos das agências iranianas no dia anterior de que ele estaria vivo.
Duas fontes do regime informaram à agência Reuters que ele não estava em Teerã durante o ataque que destruiu o complexo do líder e também matou a esposa de Khamenei, outro filho e várias figuras do alto escalão.
Irã suspende cerimônia pública de despedida de Khamenei
O Irã suspendeu nesta quarta-feira a cerimônia pública de despedida do líder supremo do país, Ali Khamenei, que havia sido anunciada para esta noite em Teerã, e informou que o dia e a hora dos atos fúnebres serão divulgados em breve.
A emissora de televisão estatal afirmou que a cerimônia, anunciada nesta manhã, ainda não estava totalmente definida. Khamenei foi morto no sábado em ataques coordenados de forças israelense e americanas no coração de Teerã.
Com a morte da autoridade máxima do país, um conselho de liderança assumiu interinamente o regime. Ele é composto pelo presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, pelo chefe do Judiciário iraniano, Gholamhossein Mohseni Ejei, e por um jurista do Conselho de Guardiães, que nesta ocasião é o aiatolá Alireza Arafi.
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