
Ouça este conteúdo
O regime do Irã ampliou a repressão contra cristãos ao matar pelo menos 33 ministros e prender mais de 130, segundo um relatório do ministério Iran Alive, que apoia igrejas domésticas no país e que tem sede no Texas.
Os números foram registrados após os protestos civis em janeiro deste ano. Todos os fiéis vítimas do regime islâmico possuem vínculos com o ministério.
O fundador da iniciativa, Hormoz Shariat, afirmou à Baptist Press que, apesar da repressão, muitos muçulmanos continuam se convertendo ao cristianismo dentro do país. Ele cita 5.849 conversões registradas pelo Iran Alive somente neste ano, observando que o número real provavelmente é muito maior.
Shariat identificou 20 cristãos que foram perseguidos, quatro dos quais morreram. Dos 131 membros do ministério listados entre os detidos, 14 permanecem encarcerados, alguns no corredor da morte. Os demais seguem desaparecidos ou respondem a processos, mas conseguiram evitar a prisão. Dois desses foram libertados sob vigilância e um permanece em prisão domiciliar, enquanto oito foram libertados.
Diferentes organizações que monitoram a perseguição a cristãos no mundo, entre elas a Open Doors US, relataram que o regime de Teerã proibiu transmissões religiosas desde os grandes protestos e, a partir de julho, criminalizou até mesmo acompanhá-las.
O Irã segue na lista entre os países mais perseguidos do mundo, segundo a Lista Mundial de Vigilância de 2026, um ranking anual dos países onde os cristãos enfrentam maior perseguição. As principais ameaças citadas pelo relatório são a opressão islâmica e o que a organização classifica como paranoia ditatorial.




