Encontre matérias e conteúdos da Gazeta do Povo
protestos

Irã prepara julgamento de 16 manifestantes, diz agência Fars

Manifestantes são acusados de pertubar a ordem. Um deles também será julgado por "guerrear contra Deus", o que pode ser punido com a morte no Irã

O Irã levará a julgamento em breve 16 pessoas detidas por causa das manifestações do mês passado contra o governo, disse a agência semioficial de notícias Fars na sexta-feira.

A agência não identificou os réus, mas disse que um deles é acusado de "moharebeh" - termo islâmico que significa guerrear contra Deus, o que acarreta a pena de morte.

Os demais são acusados de se reunirem com a intenção de perturbar a segurança nacional e de realizar atividades de propaganda contra as instituições islâmicas, segundo a Fars.

Paralelamente, o chefe nacional de polícia, Esmail Ahmadi-Moghaddam, alertou a oposição a não usar mensagens de texto por celular ou emails para organizar novos protestos.

"Comparecer a reuniões ilegais e protestos e insultar santidades (são atividades que) serão confrontadas", disse Ahmadi-Moghaddam à agência de notícias Isna. Segundo ele, os SMS e emails "estão completamente sob controle" e "os usuários não devem achar que usar 'laranjas' irá evitar sua identificação".

Foi a segunda vez nesta semana que autoridades alertam a oposição a não realizar novas manifestações. Sem jornais à sua disposição, adversários do governo já usaram a Internet e outros meios de comunicação para convocar suas atividades.

Os protestos começaram em junho, depois da eleição presidencial que a oposição diz ter sido fraudada. Durante várias semanas após a eleição, o uso de mensagens de texto por celular parecia bloqueado.

No final de dezembro, oito pessoas morreram em confrontos entre forças de segurança e seguidores do ex-candidato Mirhossein Mousavi, nos piores incidentes desde os protestos pós-eleitorais.

O site oposicionista Rahesabz disse neste mês que mais de 180 pessoas, inclusive 17 jornalistas, 10 assessores de Mousavi e alguns seguidores da proscrita religião baha'i, foram detidos depois das manifestações de dezembro, que coincidiram com a celebração xiita da Ashura.

"Os processos de 16 dos acusados presos na Ashura foram enviados à Corte Revolucionária de Teerã para consideração", disse a Fars, citando nota judicial. "Todos os 16 estão detidos. Seu julgamento começará em breve".

Na semana passada, a agência estatal Irna disse que cinco futuros réus são ligados à Organização Mujahideen Popular do Irã (Ompi), grupo exilado contrário ao regime islâmico iraniano. O procurador-chefe de Teerã diz também que seguidores da religião baha'i foram detidos por causa das manifestações de dezembro.

O despacho de sexta-feira da Fars não deixa claro se entre os 16 réus citados estão os supostos membros da Ompi ou os baha'is.

Você pode se interessar

Principais Manchetes

Receba nossas notícias NO CELULAR

WhatsappTelegram

WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.