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Religião

Iranianos celebram fim do jejum do mês sagrado do Ramadã

Autoridades muçulmanas consideram que a aparição da lua crescente que marca o fim do nono mês lunar do calendário árabe só pode ser observada a olho nu

O mês sagrado dos muçulmanos, conhecido como Ramadã, foi encerrado neste sábado no Irã, depois que as autoridades do país pudessem observar a olho nu a chegada da lua crescente, informou o Escritório do líder supremo da República Islâmica, o aiatolá Ali Khamenei.

Embora os astrônomos consigam calcular as fases da lua com precisão e com anos de antecedência, as autoridades muçulmanas consideram que a aparição da lua crescente que marca o fim do nono mês lunar do calendário árabe - o Ramadã - só pode ser observada a olho nu.

Por esse motivo, até as 23h30 (horário local), os analistas não haviam confirmado a observação do crescente lunar e, após isso, a confirmação só veio pouco antes da meia-noite. No domingo, por conta deste fato, é celebrada a festa muçulmana do Eid ul-Fitr.

O Escritório de Khamenei também confirmou que seu líder supremo dirigirá uma oração e se pronunciará na Universidade de Teerã, a principal tribuna política do regime islâmico.

Neste ano, o Ramadã coincidiu com o recrudescimento das sanções econômicas, sobretudo, financeiras e petrolíferas dos EUA e da UE ao Irã, que, por sua vez, busca aumentar sua produção nacional, evitar as importações e também eliminar os subsídios de produtos energéticos e alimentícios, o que gerou uma grande inflação no país.

Por outro lado, durante este Ramadã, especialmente na última semana, se intensificaram as ameaças de um ataque por parte de Israel para tentar frear o programa nuclear iraniano, que alguns países, liderados pelos EUA, acham que possui uma vertente armamentista, o que Teerã insiste em negar ao dizer que o mesmo é exclusivamente civil e pacífico.

Desta forma, o Irã assegurou que sua resposta a qualquer agressão por parte de Israel será "rápida, ampla e destrutiva", enquanto o presidente Mahmoud Ahmadinejad declarou que Israel é "um tumor cancerígeno que é preciso extirpar até a última célula".

No Ramadã, que agora se finaliza, os muçulmanos se abstêm de comer, beber, fumar e manter relações sexuais durante as horas do dia. É um mês de sacrifício e oração, mas que também se mostra festivo, com animadas noites que servem para estreitar laços com a família e amigos.

Além disso, o Ramadã é um dos cinco pilares do Islã, assim como a profissão de fé, a oração, a esmola (taxa de purificação) e a peregrinação a Meca.

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