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Número 2 do regime

Israel afirma ter matado Ali Larijani, chefe do Conselho de Segurança do Irã

O chefe do conselho de segurança do Irã, Ali Larijani. (Foto: EFE/EPA/WAEL HAMZEH /EFE)

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O ministro israelense da Defesa, Israel Katz, declarou nesta terça-feira (17) que um ataque aéreo durante a madrugada matou o chefe do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã (cargo equivalente ao de Ministro da Defesa), Ali Larijani. Até o momento, o governo iraniano não confirmou a morte.

Segundo a mídia israelense, Larijani foi alvo de um ataque em um apartamento que utilizava como refúgio, onde estaria acompanhado de seu filho. Ao mesmo tempo, a mídia estatal iraniana publicou uma nota que teria sido escrita à mão por Larijani, uma homenagem a marinheiros iranianos mortos em um ataque dos EUA, conforme informou a agência Reuters.

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Larijani é uma das figuras mais influentes do Irã e exerce função estratégica no regime de Teerã, sendo considerado o líder "de fato" do país. Após as mortes do aiatolá Ali Khamenei e de outras autoridades em ofensivas israelenses apoiadas pelos EUA, ele seria considerado a mais alta autoridade do regime morta desde que Khamenei foi morto. No início desta semana também teria sido morto o chefe da milícia Basij, Gholamreza Soleimani.

As Forças de Defesa de Israel (FDI) declararam nesta terça-feira que atacaram simultaneamente na véspera "infraestruturas do regime" iraniano nas cidades de Teerã, Shiraz (centro-sul do país) e Tabriz (noroeste).

"Dezenas de aviões de combate da Força Aérea, guiados pela Inteligência Militar, completaram ontem (segunda-feira) um ataque aéreo em larga escala (…) Foram lançadas dezenas de munições sobre as sedes dos organismos de segurança", detalharam as FDI na nota sobre a ofensiva em Teerã, informando que, entre as instalações afetadas, estavam o Ministério da Inteligência e sedes da milícia Basij.

Foram atacadas também instalações de "armazenamento e lançamento de veículos aéreos não tripulados, mísseis balísticos e sistemas de defesa aérea", de acordo com o Exército israelense.

Em Shiraz, as forças asseguraram que o ataque atingiu a sede do comando de segurança interna e um suposto depósito de mísseis balísticos e, em Tabriz, teriam sido destruídos "sistemas de defesa adicionais do regime com o fim de ampliar sua superioridade aérea e eliminar as ameaças contra o Estado de Israel", segundo a agência EFE.

A ofensiva conjunta dos EUA e de Israel contra o Irã entra em sua terceira semana, com um saldo de mais de dois mil mortos. O Estreito de Ormuz permanece em grande parte interditado pelo Irã. Até o momento, os aliados dos EUA não atenderam ao pedido do presidente americano, Donald Trump, para colaborar na reabertura da via, por onde circula cerca de 20% do petróleo e do gás natural do mundo.

Trump pediu no sábado a colaboração de alguns países com o envio de "navios de guerra" ao estreito de Ormuz para mantê-lo "aberto e seguro" após o anúncio do novo líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei, de que a passagem estratégica permanecerá fechada.

Último pronunciamento

Naquela que, em se confirmando sua morte, seria sua última manifestação, o líder iraniano fez uma crítica e um apelo às nações muçulmanas do Oriente Médio. Larijani declarou que, salvo raras exceções, "quase nenhum país islâmico" ficou do lado do povo iraniano após ataques dos EUA e de Israel contra o Irã.

Ele fez cobranças às nações muçulmanas que abrigam bases americanas, sugerindo que a postura delas seria contrária aos ensinamentos islâmicos, citando ditado atribuído ao Profeta Maomé. “Quem ouve um homem gritando ‘Oh, muçulmanos’ e não acode, não é muçulmano”.

Ele afirmou ainda que os EUA não seriam “leais a ninguém” e que Israel é um inimigo das nações islâmicas. “Hoje o confronto é entre os EUA de um lado e as forças da resistência de outro. Vocês sabem que os EUA não são leais a ninguém e que Israel é inimigo de vocês. Parem e reflitam por um momento. O Irã é sincero e não busca dominá-los”, disse.  

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