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Guerra no Oriente Médio

Israel anuncia morte de comandante do Irã responsável por fechar Ormuz; regime ameaça bloquear outra passagem

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Navios petroleiros cruzando o Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial (Foto: ALI HAIDER/EFE/EPA)

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O governo de Israel afirmou nesta quinta-feira (26) que o comandante da Marinha da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã, Alireza Tangsiri, responsável pelo fechamento do Estreito de Ormuz, foi morto em um ataque na cidade portuária de Bandar Abbas, em um momento em que o regime iraniano ameaça bloquear outra passagem estratégica na região.

Duas fontes do governo de Israel haviam confirmado a informação à emissora americana CNN; a notícia também foi veiculada pelos jornais israelenses Haaretz, Times of Israel e The Jerusalem Post.

Poucas horas depois, o ministro da Defesa israelense, Israel Katz, confirmou em comunicado a morte de Tangsiri e que a ação foi uma operação de Israel. O regime do Irã ainda não se pronunciou sobre o assunto.

“O homem diretamente responsável pelo atentado terrorista que representa o bloqueio do Estreito de Ormuz para a navegação foi abatido”, disse Katz no comunicado, segundo informações da agência EFE. O ministro acrescentou que outros “altos comandantes” da força naval iraniana também morreram.

Pelo Estreito de Ormuz, transitam cerca de 20% do petróleo e do gás natural liquefeito (GNL) do mundo. O fechamento quase total da passagem, implementado pelo Irã após o início do conflito com EUA e Israel, em 28 de fevereiro, fez os preços do petróleo dispararem nas últimas semanas.

Na quarta-feira (25), o Irã ameaçou bloquear, por meio da ação de grupos terroristas parceiros, outra passagem estratégica no Oriente Médio: o Estreito de Bab el-Mandeb, localizado no Mar Vermelho, entre o Iêmen e o Djibuti.

Uma fonte militar afirmou à agência de notícias iraniana Tasnim que tal medida será adotada se Israel e Estados Unidos iniciarem operações em terra contra o regime.

“Se o inimigo quiser agir em terra nas ilhas iranianas ou em qualquer outro lugar em nosso território, ou infligir custos ao Irã com manobras navais no Golfo Pérsico e no Mar de Omã, abriremos outras frentes para surpreendê-los, de modo que sua ação não só não lhes trará benefícios, como também dobrará seus custos”, disse a fonte.

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