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Mais de dois anos depois

Israel resgata corpo do último refém do Hamas que permanecia em Gaza

Ambulância com os restos mortais de Ran Gvili, último refém israelense que permanecia em Gaza, chega ao Centro Nacional de Medicina Legal em Tel Aviv (Foto: ATEF SAFADI/EFE/EPA)

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As Forças de Defesa de Israel (FDI) informaram nesta segunda-feira (26) que resgataram os restos mortais do último refém que era mantido pelo grupo terrorista Hamas na Faixa de Gaza.

De acordo com a agência Reuters, as FDI informaram em comunicado que os restos mortais do sargento de primeira classe Ran Gvili foram identificados e serão entregues à família para sepultamento.

Ele era membro das Forças Especiais da Polícia de Israel e tinha 24 anos de idade quando foi morto durante os ataques do Hamas a Israel em 7 de outubro de 2023; seu corpo foi levado para Gaza.

Um cessar-fogo entre Israel e Hamas, intermediado pelos Estados Unidos, entrou em vigor em 10 de outubro do ano passado, apesar dos dois lados terem trocado acusações de violar a pausa nos combates.

Dentro da primeira fase do plano de paz proposto pelo presidente americano, Donald Trump, todos os 48 reféns israelenses que ainda permaneciam em Gaza deveriam ser libertados em troca de prisioneiros palestinos.

Todos os 20 reféns vivos foram libertados nos primeiros dias de cessar-fogo, mas o Hamas demorou meses para entregar os restos mortais dos reféns mortos.

No domingo (25), as FDI informaram que haviam lançado uma “operação direcionada” no norte de Gaza para recuperar os restos mortais de Gvili. No mesmo dia, o governo de Israel havia informado que só reabriria a passagem de Rafah, que liga Gaza ao Egito, após a conclusão desta operação.

Nesta segunda-feira, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, declarou que o resgate dos restos mortais de Gvili representa uma “conquista inacreditável para o Estado de Israel”. “Rani é um herói de Israel, que entrou primeiro e saiu por último”, disse o premiê.

Na rede Truth Social, Trump também comemorou o resultado da operação e sugeriu que a volta de todos os reféns que permaneciam em Gaza só ocorreu devido ao acordo intermediado pelos EUA.

“Acabamos de recuperar o corpo do último refém em Gaza. Assim, recuperamos todos os 20 reféns vivos e todos os mortos! Trabalho incrível! A maioria achava que era impossível. Parabéns à minha grande equipe de campeões!”, escreveu o presidente americano.

A segunda fase do plano de Trump inclui a criação do chamado Conselho da Paz, para o qual Trump convidou vários líderes, entre eles o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e que a princípio vai supervisionar a reconstrução da Faixa de Gaza após mais de dois anos de guerra entre Israel e Hamas, mas o presidente americano quer que o conselho atue na intermediação de outros conflitos pelo mundo.

Apesar de vários países, como Argentina, Israel, Hungria, Catar e Turquia, terem aceitado o convite, outros aliados americanos, como Reino Unido, Espanha, França, Alemanha e Itália, se recusaram a participar do conselho no atual formato.

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