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Roma

Itália chora o assassinato de bebê seqüestrado há um mês

O papa Bento XVI e o presidente italiano condenaram neste domingo o assassinato de um bebê epilético, levado por seqüestradores de sua casa, perto de Parma, a cerca de um mês, num caso que teve repercussão em todo o país.

Um minuto de silêncio foi feito nos estádios de futebol por todo o país em respeito a Tommaso Onofri, de um ano e meio, cujo corpo foi encontrado na noite de sábado depois que os seqüestradores confessaram ter batido nele com uma pá de ferro para fazê-lo parar de chorar.

As fotos do pequeno Tommaso foram impressas nas primeiras páginas e todos os jornais italianos neste domingo, tomando o lugar do noticiário sobre as eleições gerais marcadas para a próxima semana.

- Desde que ouvimos a notícia na note de ontem, eu e minha esposa ficamos aterrorizados - disse o presidente Carlo Azeglio Ciami

Em sua mensagem dominical, o Papa condenou o assassinato "bárbaro" e disse que estava rezando por Tommaso e por todas as vítimas da violência.

Tommaso, que sofria de epilepsia e precisava de remédios anti-convulsivos, foi levado de sua casa no dia 2 de março.

Seus pais, que não são ricos, disseram que estavam jantando quando as luzes se apagaram. Quando o pai sai de casa para investigar o que ocorrera, foi forçado a entrar novamente por dois homens armados. Eles foram direto para Tommaso, tirando-o de sua cadeira.

O Papa, politicos, cantores famosos e jogadores de futebol apelaram pela liberdade de Tommaso. Depois de um mês de investigações, a polícia prendeu no sábado Mario Alessi - um pedreiro que havia trabalhado para a família Onofri _ e outros dois comparsas.

Alessi disse que Tommaso foi morto na mesma noite em que foi seqüetrado porque estava chorando.

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