
Ouça este conteúdo
O governo da Itália decidiu enviar navios militares ao Mediterrâneo para reforçar a defesa de Chipre. A decisão ocorre após a ampliação das retaliações iranianas no Oriente Médio, em meio à guerra envolvendo Estados Unidos e Israel contra o Irã. O anúncio foi feito nesta quinta-feira (5) pelo ministro da Defesa italiano, Guido Crosetto.
Segundo Crosetto, a Itália atuará em coordenação com Espanha, França e Holanda para enviar ativos navais “nos próximos dias” com o objetivo de proteger Chipre de novos ataques que possam ser feitos pelo Irã. A medida ocorre após drones iranianos atingirem alvos na região, incluindo uma base britânica no sul de Chipre.
A movimentação militar ocorre mesmo com líderes europeus demonstrando desconforto e levantando dúvidas sobre a legitimidade da ofensiva conduzida pelos Estados Unidos e Israel contra o regime islâmico.
A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, afirmou nesta semana que a Itália não está participando de operações ofensivas dos EUA contra o Irã. Meloni destacou que as bases militares americanas em solo italiano seguem acordos bilaterais vigentes e não estão sendo utilizadas para bombardeios contra alvos do regime islâmico.
“Não estamos em guerra e não queremos ir para a guerra”, declarou a premiê.
Além dos navios, a Itália estuda o envio de sistemas de defesa aérea, antimísseis e antidrones para proteger aliados no Golfo Pérsico que também sofreram ataques iranianos. A movimentação italiana acompanha decisões semelhantes já adotadas por Reino Unido, França, Espanha e Grécia, que anunciaram o deslocamento de fragatas, destróieres e caças para reforçar a proteção no Mediterrâneo oriental e no Golfo.











