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O jornalista brasileiro José Rogério Carvalho Tomaz Júnior disse que foi deportado por razões políticas da Argentina nesta segunda-feira (12), alegação que a gestão do presidente Javier Milei negou.
Segundo a agência Noticias Argentinas, Tomaz Júnior foi barrado por autoridades de imigração ao chegar ao Aeroparque Jorge Newbery, em Buenos Aires.
O jornalista fez um post no X na tarde de segunda-feira, já no aeroporto de Guarulhos, a caminho de Brasília, depois de ter sido deportado.
“Tenho muito orgulho do caminho que escolhi e construí na minha vida. Ser deportado, em razão das minhas críticas políticas, por um governo de narcos, pedófilos, ladrões de criptomoeda e agressores de aposentados é praticamente um troféu para mim. No Brasil (ainda) tem democracia, mas estamos em sério risco de virar uma Argentina. Vamo que vamo!”, escreveu Tomaz Júnior.
As autoridades de imigração ouvidas pela Noticias Argentinas afirmaram que a deportação do jornalista não ocorreu por razões políticas, mas sim porque Tomaz Júnior teria permanecido apenas 153 dias no país desde que obteve residência no país vizinho, em janeiro de 2022; não possuiria atividade profissional comprovável, estudos ou outros elementos de vínculo suficientes para justificar essa condição migratória; e não residiria no endereço declarado ao órgão. Ele também foi proibido de entrar no país por cinco anos.
Apesar da alegação de que a medida não foi política, Milei publicou um stories no Instagram sobre a notícia, com uma foto de Tomaz Júnior ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), desafeto do mandatário argentino e de quem o jornalista é apoiador. Na publicação, o presidente argentino escreveu uma expressão que pode ser traduzida como “fora, seu m*”.
No X, Santiago Caputo, assessor de Milei, compartilhou uma notícia sobre o assunto e escreveu uma mensagem irônica: “A operação falhou, campeão”.
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