Um jornalista do Partido Comunista que se tornou conhecido no exílio como a "consciência da China" morreu em um hospital dos Estados Unidos aos 80 anos. Liu Binyan faleceu em Nova Jersey na segunda-feira depois de um longo período de luta contra o câncer, disse um colega da Universidade de Princeton.
Em seu mais famoso trabalho, Liu disse que os membros do Partido Comunista não deveriam colocar sua principal lealdade no partido, mas em um "segundo tipo de lealdade" - sua consciência.
Dissidentes na China planejam marcar a despedida de Liu com uma pequena reunião e ensaios comemorativos nas próximas semanas, disse Yu Jie, um escritor de Pequim.
- Ele foi muito importante para ser esquecido - afirmou Yu.
Durante o período em que estava doente, Liu recebeu a visita de familiares e de alguns escritores e intelectuais que se juntaram a ele no exílio depois do protesto sangrento de 4 de junho de 1989, na China, em demonstrações contra o governo, informou a Radio Free Asia.
Liu nasceu em 1925, filiou-se ao Partido Comunista Chinês em 1944 e trabalhou como repórter para o jornal "China Juventude" e, depois, para o "Jornal do Povo" - porta-voz do partido.
Liu ganhou fama pela primeira vez pelos seus contos sobre o líder chinês Mao Tse-Tung. Ele foi posto no exílio na década de 50 sob a acusação de "fomentar desordem".



